quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Play 13.







Do lado de cá eu fiz uma playlist fim de festa pro fim desse ano. Espero que 2016 tenha sido bom pra você, e que 2017 seja ainda melhor.

1 Black Magic – Band of Skulls
2 Back of Beyond - Band of Skulls
3 Freedun – M.I.A.
4 Disparate Youth – Santigold
5 Lady Blue – Wild Nothing
6 Jonny Was A Friend Of Mine – The Rifles
7 Oblivius (Moretti Remix) – The Strokes
8 Oblivius – The Strokes
9 So Good - Band of Skulls
10 TV Queen – Wild Nothing
11 Victoria – The Rifles

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

PLAY 12.






01 Wild Nothing - Shadow
02 Real Estate - Easy
03 Wild Nothing - Midnight Song
04 Wild Nothing - Nocturne
05 Beach Fossils - Sometimes
06 Teenage Fanclub - The First Sight
07 Wilco - Impossible Germany
08 Television - Venus
10 Television - Marquee Moon

Baixar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

VIDA DE INTERIOR.

A Zé Grilo, Procópio, Cecília, Jacó, Celina, Quinha, Josepha, Mazé, Nireuda.
In Memorian de Munda.

Rebeca vem descendo a rua, já tá ficando moça, os seios já despontam e apontam pro começo da estrada lá embaixo, os peito apontando mais pra cima, e ainda têm 14 anos, veja só! No meu tempo as menina demoravam mais pra criar peito e ficarem mulher. Mas veja só a Elda, treze ano e já é um pedação de mulhé, uma tentação que só vendo. Toda vez que passa por aqui tenho que segurar ozolho porque se não vão junto com ela, e olha que pernas a menina tem! Duas perna morena que tão sempre à mostra por causa das saia pequena que as menina de hoje usa. No meu tempo as menina andava mais vestida. Acho que gosto mais dos tempo de hoje. O problema é só você dizê alguma coisa com uma delas, aí sim é um problema. Você veja o caso da Elda, aos treze ano e já deu aquele problema com aquele sujeito lá do outro lado. Pegaram eles dois não sei onde fazendo não sei o quê, só vi o tamanho da confusão e da falação que deu tudo. O pai dela descendo a mil nessa rua onde só moto desce rápido. Pois desceu mais rápido que moto, e quando trouxe ela, eu nem vi, tive que fazer nem me lembro mais o quê. Daí ela nem saía de casa, só pra ir pro colégio. Hoje passa pra lá e pra cá com a Rebeca, e vive de conversa com aquele outro sujeito, lá pelas horas da noite. Daqui uns dia a Rebeca vai ser mulher toda. Daqui uns dia.

O Procópio deu pra ajeitar a frente da casa hoje, ainda não começô a beber. “Ô Procópio, cadê a cachaça?” Pergunto soltando um grito pro outro lado da rua. Ele olha de lado e responde: “Cadê?!” Zé grilo que vinha lá de baixo ri olhando pra mim. “Ainda não começou a beber, esse aí, mas também quando começá, só para quando caí”. Diz. “Pra onde esse ai vai?” Pergunta a Munda sentada do meu lado esquerdo. É o seu João que vem descendo. “Pra onde tu vai, João?” A Munda pergunta. “Vô lá na fêra, ver se ainda encontro alguma coisa pra comprá.” Responde o João já indo. “Arrancaram todo os mato, tu viu?” Pergunta o Zé. “É, foi, a máquina veio ontem e arrancou tudo. Agora tá tudo limpo, limpo.” Responde a Munda. “Agora quando vier as chuva, não vai dá muito trabalho pra gente, não é verdade” O Zé pergunta olhando pra mim e pra Munda ao mesmo tempo. “È verdade Zé, é verdade, agora ficou tudo limpo.” Eu respondo enquanto vejo seu Raimundo vindo lá de dentro dos mato com um balde de manga. “Você divia era dar uma dessas manga pra mim, ô Raimundo.” A Munda diz rindo. Seu Raimundo se aproxima e dá a maior manga que traz no balde, sorri e vai embora. “Agente diz assim pra ele dar de verdade.” Diz a Munda rindo. Eu dou uma risada e digo: “Essa Munda se criou foi sozinha, Zé!” O Zé ri. A Munda ri e diz: “Eu deixei de ser besta foi cedo.” Todos nós rimos. “Ô Procópio, cadê a cachaça?” Pergunto num grito. Ele ri e de diz: “Cadê?”. “Ele já tá quase terminando, e isso por que ainda não tá bebeno, porque se tivesse, vixe! Nem tinha começado.” O Zé me diz. Lá de cima vem descendo um cachorro, “Vá vestir suas calça, cachorro!” É a Munda quem fala. Todo cachorro que para perto dela, ela diz isso. “Os cachorro tudo sem calça heim, Munda?!” Digo. “Pois num é, uma arrumação dessas, cachorro e cachorra tudo sem calça!” Ela responde. Sobe um de moto, daqui pra pôco é um outro que vai descer. Ontem o menino do seu Rogério levou uma queda lá em cima. É desse jeito sempre, vivo aqui a minha vida inteira, os dias são sempre assim, o banco na calçada, o povo que sobe e que desce, as festa na praça que eu só vô de vez em quanto hoje em dia. Ô vida besta essa!


11/01/2008 14:40

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PLAY 11.


Garbage, Deep Sea Diver, Peaches, Ex Hex, Patti Smith, Feral Conservatives e Dressy Bessy, numa nova playlist aqui pra quem tiver afim.

1 Garbage - Empty
2 Deep Sea Diver -  Wide Awake
3 Peaches - Lose You
4 Ex Hex - Waste Your Time
5 Patti Smith - Glitter in Their Eyes
6 Feral Conservatives - Twenty-Eight
7 Dressy Bessy - 57 Disco
8 Dressy Bessy - In Particular

sábado, 12 de novembro de 2016

HEY MAN, THAT´S NO WAY TO SAY GOODBYE.

Lembrei de uma conversa onde uma colega me perguntou o que eu tava fazendo e eu disse que ouvindo música. Ela perguntou o que eu ouvia. Falei Leonard Cohen. Ela respondeu que não conhecia. Mandei pra ela “I'm Your Man”, que tava ouvindo no momento. Minutos depois ela me escreve que se alguém cantasse assim pra ela um dia, era capaz dela morrer. Mister Cohen parece que sempre soube das coisas. 

Leonard fez a passagem, deixando uma obra que parece ser grandiosa. Uma obra que ainda não conheço por completo. Passei a acompanhar o trabalho do cantor tardiamente, na verdade acompanhei de verdade por agora, onde praticamente lançava um disco por ano nos últimos três que estão passando. Mês passado saiu, e pode-se dizer infelizmente, o último disco do cantor; “You Want It Darker”. Acho que me identifico mais com essa fase mais velha de Cohen, onde sua voz cada vez mais grave, onde seu jeito de cantar era quase como quem declama profundamente poemas em um microfone. Nestes últimos 3 discos Cohen falava bastante sobre o fim, como quem entendendo a idade que tinha, entendia que tava chegando mesmo. Em algumas letras falava que não tinha mais muito tempo, futuro, ou planos, mas ia vivendo. Falava da escuridão que nos habita e lembrava do passado e das perdas, e as deixava pra trás.

Lembrei agora de um colega com quem costumava conversar, ele falava que a coisa que mais gostava era quando um escritor ou cantor morria, assim ele teria todo tempo do mundo para ler ou ouvir toda sua obra. Era uma tentativa de ser irônico, sendo jovem, ser um pouco engraçado. Realmente tempo é tudo o que temos nessa vida, mas não temos todo o tempo do mundo. Nosso tempo é curto e vai se extinguindo a cada segundo. Somos uma máquina que vai terminando lentamente. Talvez essa seja uma das grandes belezas da vida. Esse tempo curto e o que podemos deixar como lembrança pros outros. 

Diferente de meu colega, quando algum artista que gosto vai embora, eu sempre fico com aquela sensação estranha dentro da minha cabeça de que não vou ouvir nada inédito, ler algo novo. Que ano que vem não cai disco novo de mister Cohen. É a vida.

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

ENTREVISTA COM O CANIBAL.

Issei Sagawa tinha 32 anos quando matou sua amiga Renée Hartevelt. Atirou pelas costas enquanto Renée lia um poema à seu pedido, depois desmembrou seu corpo, guardou algumas partes na geladeira e comeu outros pedaços. Issei vivia na época em Paris, onde fazia pós-graduação em literatura. Renée Hartevelt era uma colega de curso por quem ficou fascinado. Dias após tentar se livrar do que restou do corpo, foi preso. Na prisão foi classificado como insano e deportado para o Japão, sua cidade de origem. Ao chegar no Japão, Issei foi solto, não cumpriu pena. Permanecendo livre, Sagawa foi tratado como um tipo de celebridade, onde foi contratado por editoras para escrever livros. Issei Sagawa escreveu mais de 20 livros e ganhou dinheiro com sua história de canibalismo. Conta-se que hoje vive em Tóquio. A vice fez um documentário onde Issei conta a história.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

PLAY #10.






Um amigo já tinha me falado do Dinosaur Jr muito, muito tempo atrás, mas eu nunca fui atrás de conferir. Uns meses atrás caiu o disco novo deles; "Give A Glimpse Of What Yer Not", e aí então fui ouvir o som do trio. Gostei ó. E não sei "purquê" na hora que ouvi o som da banda pela primeira vez, lembrei entre um Nirvana e coisas similares, de alguma coisa dos Stooges também. Minha cabeça é bem esquisita em fazer associações. Mas vá lá, brinquei com isso enquanto criava essa playlist aqui. Além dos dinossauros, os dois, tem Pixies, Bully e Wilco.

Baixaqui.

1 Pixies - Bone Machine
2 Bully - Brainfreeze
3 Dinosaur Jr - Goin Down
4 Iggy and the Stooges - Sex and Money
5 Dinosaur Jr - Tiny
6 Iggy and the Stooges - Ready to Die
7 Iggy and the Stooges - Dd's
8 Pixies - Talent
9 Bully - Reason
10 Wilco - Box Full Of Letters

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

OSSOS DO OFÍCIO

Ela chora de saudade
E clama pela cidade
Que não nos olha de frente.

Eu me deito no chão
Sinto pedras e agulhas
Que aos poucos me penetram
Ossos de reserva.

Deito-me. Lembro um sonho
Que tive noite passada.
Penso em transformá-lo em filme.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

PLAY #9.



01 True Nature - Jane's Addiction
02 Kiss It - DOROTHY
03 Baby I Call Hell - Deap Vally
04 Wicked Ones - DOROTHY
05 Wednesday Night Melody - Bleached
06 Got Love to Kill - Juliette and the Licks
07 Whiskey Fever - DOROTHY
08 Don't Wanna Lose - Ex Hex
09 Politiks - Far From Alaska
10 Talk To Me - Peaches

Aqui.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

SATURNINO.

Ilha

Saturnino Vieira não conseguia dormir, saiu da cama e foi à cozinha encher um copo com água para tomar o seu comprimido. Sentia-se infeliz, sabia que se não tomasse um comprimido seria dominado por pensamentos soturnos. Todo homem é uma ilha, você não vai ouvir sinos tocarem, ele pensava, olhando o copo em sua mão. Por alguma razão devia tomar o comprimido com água, ainda que eles, pequenos e cobertos por uma camada lisa e adocicada, não precisassem de ajuda para escorregar pela sua garganta. Ele era uma ilha, o resto era conversa fiada. Enquanto fosse vivo, ficaria sozinho na ilha. Morto, não sabia o que aconteceria. Provavelmente nada.

Claro que era melhor estar vivo que morto. Por enquanto. Mas sabia que seu insulamento não tinha fim, comprimidos e mulheres faziam efeito apenas por algum tempo. Todos os prazeres eram fugazes. Todo diálogo era de surdos. Ninguém entendia ninguém.

Passou pelo quarto, o copo com água na mão, para ir ao banheiro, onde os comprimidos estavam guardados, numa gaveta do armário sob a pia.

“Essa água é para mim, Saturnino?”
“Pensei que você estava dormindo.”
“Acordei quando você levantou. Tenho o sono muito leve. Essa água é para mim?”
“É.”
“Como é que você sabia que sempre ao acordar eu bebo um copo de água antes de sair da cama?” “Sabendo.”
“Quando durmo fora de casa eu sempre esqueço de colocar o copo com água na mesinha de cabeceira. Obrigada.”
A moça estendeu a mão e pegou o copo. Bebeu a água toda.
“Você é danado. Nunca ninguém fez isso, me trazer um copo com água quando acordo de manhã. O que mais você sabe sobre mim que eu não lhe contei?”
“Sei tudo sobre você.”
“Mas eu não lhe contei nada. Só o meu nome.”
“Mas eu sei.”
“Diz uma coisa.”
“O quê?”
“Quantos anos eu tenho?”
“Vinte e dois.”
“Errou. Tenho vinte.”
“Você tem vinte e dois. Não adianta mentir para mim.”
“Está bem, tenho vinte e dois. Onde foi que eu nasci?”
“Tenho que botar a mão sobre a sua cabeça.”
“Qual o problema? Você botou a mão em outros lugares piores. Anda, põe a mão na minha cabeça.” “Minas Gerais. Mas veio para o Rio muito pequena.”
“Como é que você sabe onde eu nasci e que eu vim para aqui muito pequena?”
“Vi quando botei a mão na sua cabeça. E também que o seu nome verdadeiro não é Luana.”
“Qual é o meu nome?”
“Maria da Conceição. É mais bonito que Luana.”
“Você é um bruxo. Não quero saber mais nada.”
“Está bem.”
“Se tivesse esse dom eu ganhava toda semana na loteria.”
“Loteria não tem cabeça para eu botar a mão.”
“E café? Você também traz café na cama para as moças?”
“Não.”
“Quer que eu faça o café? É só me mostrar onde estão as coisas.”
“Eu tenho um encontro com um sujeito. Negócios. Tenho que sair logo.”
“Hoje é domingo. Dia de descanso. Você não quer transar comigo outra vez? Não gostou?”
“Gostei. Mas vou ter que sair.”
“Você me chama novamente?”
“Chamo.”
“Não vai perder o meu telefone.”
“Não perco. É melhor você se vestir.”

A moça andou nua pelo quarto na frente de Saturnino, fingindo que procurava as suas roupas que estavam sobre uma cadeira. Saturnino olhava para ela pensando no comprimido que iria tomar.

“Você acha o meu corpo bonito?”
“Acho. É muito bonito. Mas eu tenho que sair. Anda, veste a sua roupa.”
“E eu não faço nada, nem regime, nem malho. Olha a minha barriga. Meu bumbum. Não parece que vivo fazendo exercício? Nunca entrei numa academia, como a maioria das minhas colegas. Ei! em que você está pensando? Está com um olhar muito estranho. De um homem perdido numa ilha deserta.”
“Olhar de quê?”
“De um homem perdido numa ilha deserta.”
“Como foi que você pensou nisso?”
“Você ficou chateado? Por favor, não fica chateado comigo.”
“Não estou chateado. Só quero saber como foi que você pensou nisso.”
“Não sei. Veio na minha cabeça.”

Saturnino ficou calado enquanto a moça, desapontada, se vestia.

“Desculpa qualquer coisa errada que eu fiz. Me telefona”, ela disse, dando um beijo de despedida no rosto de Saturnino.
“Fica”, disse Saturnino. “Vamos para a cozinha. Vou te mostrar onde estão as coisas para fazer café.” “Você não tem que sair?”
“Não. O sujeito que ia se encontrar comigo não vai aparecer.”
“Como é que você sabe?”
“Sabendo.”
“Se um dia eu me casar, quero que seja com um homem mágico como você. Pode me chamar de Conceição, já estou gostando do nome.”

Saturnino contemplou o rosto desarmado da moça.
“Mágica é você”, ele disse.

Mas o sono dela não era tão leve como dissera. Saturnino levantara no meio da noite sem que Conceição acordasse, e espiara a carteira de identidade na sua bolsa. Mas isso ele não disse para a moça, ao tomarem café com torradas.

Nem depois, quando voltaram para a cama.
__________

Rubem Fonseca - Pequenas Criaturas

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

UMA ESTRELA.

Uma estrela flutuou e entrou pela persiana aberta de minha janela. Uma estrela branca, um floco de neve. Mas como um floco de neve poderia aparecer nessa cidade? Não sei, talvez seja só a madrugada.
Existem tantas coisas que ainda não sei, tantas coisas que estou longe de entender. Levando em conta minha idade já deveria saber de muito, entender tudo melhor. Mas não, passo por essa vida sem dela retirar grandes ensinamentos. O tempo não para, e eu parada no ar sem saber aonde ir.
Semana passada encontrei com um antigo amigo de colégio. Quanto tempo fazia? 7, 13, 30 anos que tudo passou? Nem lembro mais direito desse tempo. Todos tão juntos, promessas que o tempo não nos separaria, a turma que sempre estaria unida.
O tempo passou e o que aconteceu? Encontro com um ou outro em ocasiões extremamente separadas. Sorrisos e a promessa de uma cerveja, um sorvete, uma conversa. Engraçado, sempre algo frio. O tempo passa e leva com ele pedaços de nós.
Meu amigo me disse que estava bem, trabalhando muito, falta de tempo sempre presente em sua vida, mulher, filhos, casa na praia. – “Qualquer dia apareça, vamos reunir a velha turma! O que anda fazendo?” - O que ando fazendo?! Reunir a velha turma?! – “Vamos marcar um próximo encontro, te apresento meus filhos, minha esposa.” – Provavelmente nunca mais nos veremos, ou quando nos esbarrarmos novamente o tempo terá me levado de sua memória para um já não reconhecimento. O tempo carrega pedaços da alma, espelhos do que se foi.
Acendo um cigarro, sentada na cadeira olhando para a janela com as persianas abertas. Uma lágrima escorre de um olho, não consigo segurar a melancolia. Lentamente outro floco de neve entra por um das persianas abertas, vem flutuando até cair na palma de minha mão. Branco, brilhante. Seria mesmo uma estrela?
28/06/2006 06:00

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

DO ATO DE FALHAR.

A tarde se deita sobre mim
Me incomoda
O abraço que o sol me dá,
Folhas verdes
De árvores negras acenam,
Eu nunca respondo por que sou tímido.

Jovens caminham olhando para o horizonte
Moças passam e se insinuam
E eu grito de orgulho
Por falhar num poema.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PLAY #8


Fim de semana chegando, e tem música aqui pra quem quiser, numa playlist que fiz recentemente com algumas músicas da Santigold, mais Metric, mais Yeah Yeah Yeahs, mais Wilco, mais Pixies, mais The Kills e Metronomy. Se quiser ouvir, baixaqui.

1 - Santigold - Can't Get Enough Of Myself (Feat. B.C)
2 - Metric – Cascades
3 - Santigold – Banshee
4 - Yeah Yeah Yeahs – Black Tongue
5 - Wilco – Camera (live)
6 - Santigold - Chasing Shadows
7 - Pixies - Blue Eyed Hexe
8 - Santigold - Big Boss Big Time Business
9 - The Kills - Heart Of A Dog
10 - Metronomy - Old Skool

quinta-feira, 28 de julho de 2016

28/07/16

Meu amigo manda uma mensagem e resolvo fazer uma visita. Saio do trabalho mais cedo do que deveria, pego um ônibus, encontro um lugar pra sentar, do meu lado uma garota senta e lê um romance. Trago dentro da mochila o Clube da Luta, que estou terminando de reler. Sei que não vou me concentrar pra ler no ônibus, toca um forró medonho. Fico sentado ouvindo as músicas que escolho.

Minutos depois desço na avenida antes do viaduto. Decido cortar caminho pra casa de meu amigo por um parque. Entro e uns 20 passos depois começo a pensar na má ideia que foi. O parque é escuro e começo a me sentir num episódio de Millennium. Eu queria ser o Frank Black. Todos nascemos com uma maldição. A dele era mais legal do que a minha. O parque é escuro e tem muitos gatos e pessoas caminhando e correndo e gente alimentando os gatos que são livres e tem fome e tem doenças e feridas. Corto caminho, vou pra casa de meu amigo.

Fazia umas 3 ou 4 semanas que não nos víamos. Sentamos no chão e conversamos sobre a vida e sobre o nada que tudo é ao nosso redor e que tudo realmente não importa nada, só continuar e se sentir o melhor possível com você mesmo, e aceitar as coisas como elas são, se entregar o máximo possível, e só viver. É só o que se pode fazer. Conversamos sobre os problemas da cidade e dos perigos e da coisa idiota que é ter medo de viver só para continuar vivo. Não fumamos, conversamos por horas seguidas ouvindo música. Perto das 22 digo que tenho que ir. Meu amigo que dá de presente um livro, uma coletânea de contos de vampiros. Eu fico feliz e agradeço. Minutos depois me despeço e saio. Na avenida pego uma das bicicletas verdes e venho pedalando pra casa ouvindo música.

O bicicletar funciona assim; você com seu bilhete único pega uma bike em algum ponto e tem até uma hora para devolver em qualquer outro ponto da cidade. Você só encontra outro ponto que esteja livre pra receber a bicicleta e deixa lá, pra outra pessoa pegar.

Entro na Bezerra pedalando rápido e no primeiro ponto vejo que não existe onde deixar a bike que peguei. Vou pro segundo, e pro terceiro, e pro quarto e no quinto, perto do North Shopping paro, e lá estão pessoas que querem deixar suas bicicletas. Não tem lugares vagos. Um cara da manutenção fala que no ponto 43 tem 3 lugares vagos pra deixar, e no 44 tem um lugar. Olho no mapa onde fica, na Jovita. Tiro meu celular do bolso pra ver a hora e noto que o visor está quebrado. Quebrou enquanto estava voltando da casa de meu amigo. Fico pensando no prejuízo.

Subo na verdinha e pego uma rua em frente ao shopping, e vou subindo, literalmente a rua deserta. Pedalo devagar e não vejo ninguém na rua escura. E quando estou quase perto da Jovita, noto o carro branco se aproximando de mim e começando a me fechar. Quando olho pro lado vejo o vidro aberto e de dentro a mão com a arma apontada pra mim. O motorista me manda parar e passar o celular. Eu sempre fico nervoso perto de uma arma. Não sei bem a razão. Então eu paro e tiro o celular do bolso e entrego. O motorista ainda apontando a arma pra mim manda eu passar a mochila. Aí eu fico triste. Penso nos livros. No Clube da Luta que tava pertinho de terminar, no livro sobre Vampiros que meu melhor amigo me presenteou. Falo pro ladrão que não tem nada na mochila. Passa logo porra, vou te dar um pipoco na cara e aí tu vai ver o que é, tá se fazendo é?! Ele pergunta. E então, olhando pra arma, e por uma razão que até agora não sei, entrego a mochila pro cara. Agora volta, volta. Ele manda. E eu finjo que vou voltando o caminho até ver o carro sair e entrar em uma rua, aí continuo pra chegar na avenida e tentar entregar a bicicleta.

Chego na avenida lembrando da arma apontada pra minha cara, começo a me perguntar por que mesmo entreguei a mochila sem deixar o cara me dar um tiro, tinha meus livros lá, e só isso, e um deles era presente. Vou pedalando e pensando no por que não deixei o cara dar um pipoco na minha cara. Eu não tenho nada mesmo. Nem meus livros tenho mais. Então começo a rir. Muito. Pedalo e dou risada.

Chego ao ponto 44 que fica ao lado de uma igreja redonda. Nenhum lugar pra deixar a bike. Vejo que na praça um bando de policiais andam. Vou até eles perguntando se sabem onde existe outro ponto mais próximo. Eles dizem que não, que só sabem de outro ponto na reitoria. Ah, só pra constar, fui assaltado agora a pouco, algumas ruas pra baixo. E conto pra eles o acontecido só pra desabafar. Eles me perguntam como era o carro e eu só digo que era branco, não sei marca de carro e vacilei em não olhar a placa. Fiquei olhando pra arma e armas me deixam meio nervoso. Eles falam que eu devo fazer um BO. Agradeço e saio atrás de outro ponto de bicicleta.

Perto da regional tem um ponto, mas nenhum lugar vago pra deixar. Então sei que só na reitoria mesmo, e depois só na praça da Gentilândia, e depois não sei onde mais vou deixar essa bicicleta que peguei.

Vou pedalando e minhas pernas não doem e vez ou outra começo a rir.

Na reitoria encontro dois lugares vagos, deixo a bicicleta que peguei. Volto andando pela rua, não tenho um centavo pra pegar um buso, tudo tava na mochila. Começo a rir de novo pensando que o ladrão que rouba armado dentro de um carro branco fez um mal negócio me roubando. Um celular antigo com o visor manchado, uma mochila bem velha se rasgando, dois livros novos que ele vai jogar fora, provavelmente nem sabe ler! Remédios e quinquilharias, a única coisa que vai valer pra ele é a carteira com 70 reais, que vai ter que dividir com os outros 2 caras que estavam no carro. Eles que se fodam. Eu já.

Volto pensando nisso e encontro um moleque que tava lá no North Shopping tentando deixar a bicicleta que pegou. Falo que no próximo ponto tem um lugar pra ele deixar a dele. Conversamos um pouco sobre o lance dos pontos e comento com ele que essa minha volta de bicicleta me resultou num prejuízo. Começo a rir. Ele arregala os olhos e me pergunta como voltarei pra casa. Digo que andando, não tenho dinheiro algum. Ele pede que espere, que vai pagar minha passagem de ônibus, e nisso sai pedalando velozmente. Minutos depois o vejo voltando correndo pra me encontrar. Tem gente de todo tipo no mundo. Gente que leva o que é seu, e gente que paga sua passagem porque você não tem nenhum pra pagar.

Ficamos conversando na parada esperando o buso, que demora muito. E quando chega, o cara paga minha passagem e desço na Bezerra depois de agradecer. Chego em casa. Minhas chaves ficaram na mochila. Toco a campainha e espero que venham abrir. Demoram. Já passa das 23.


Vez ou outra me vem aquela vontade de rir. E fico me perguntando porque mesmo entreguei a mochila, meus livros estavam lá, a arma nem devia estar carregada, e se estivesse, bom, se fosse na cabeça ou no coração eu nem ia sentir muito. Foda seria se fosse no estômago. Deve doer pra caralho.

sábado, 23 de julho de 2016

PLAY #7.


Vem chegando aquele fim de semana, e pra quem tem a sorte de folgar, é só aquele lance de relaxar e aproveitar o tempo livre pra fazer o que se gosta, ou não fazer nada. Eu sempre faço nada. Fazer nada é o que eu mais gosto de fazer na vida. Não ter nada pra fazer é o que me dá vontade de entrar em contato com as coisas que me acalmam. E eu crio trilha pra praticamente todos os momentos que eu posso criar. Ontem, por exemplo, sem nada pra fazer, deitado de molho, passei o dia ouvindo música, e é claro que umas playlistes foram surgindo. Nessa daqui tem músicas novas do Chili Peppers, tem nova do Metronomy também, e tem Pixies e Wye Oak. Baixa aqui e ouve quando e onde você quiser.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

NOITE.

 Frio. Frio pra caramba. Às vezes ficar a noite inteira aqui faz um frio medonho. Algumas noites são bem quentes nesta cidade, mas também faz frio. Pior quando chove. E ainda assim ficar por aqui está cada vez mais complicado, encontrar um bom ponto. Frio. Ainda assim é melhor que o calor. E existem essas pessoas que passam olhando. Do outro lado da rua, que a maioria tem medo de caminhar neste lado da calçada. Eles mudam de calçada, mas, mesmo assim, ainda olham. Dá para saber o que pensam. Mas com isso nem me incomodo. Já quase acostumada a encarar o olhar frio das pessoas. Eu também as julgo.

Um carro se aproxima. Eu me aproximo. Mostro os peitos. Pergunto o que vai ser. Ele pergunta quanto. Eu digo. Ele tenta baixar o valor. Eles na maioria das vezes sempre tentam baixar o valor. Digo que vale o que cobro. Ele diz está bem. Falo que tem um motel perto daqui. Ele diz vamos.

Dentro do carro o silêncio. E o frio do ar-condicionado. Ele pergunta se chupo bem, quebrando o silêncio. Digo que espere, que logo verá. Ele diz que gosta de uma chupeta. Eu digo que gosto de chupar. Ele passa a mão em minha perna. Penso que ainda faltam cinco prestações da geladeira pra pagar. Ele coloca uma música apertando o play, alguma música suave que não conheço. Pergunta se gosto. Devolvo-lhe um sorriso. É claro que gosto de música suave, amor.

Pede um quarto. Um simples mesmo. Entramos. Estaciona o carro, stop na música. Vamo lá gatinha, é o que ele diz antes de sair do carro. Entramos no quarto. Frio. O ar ligado. Devem ter usado há pouco. Digo que vou ao banheiro. Faço xixi, depois me lavo com o chuveirinho. Saio e ele está deitado na cama só de cueca, mexendo no pau olhando pro filme pornô na TV. Ele pergunta se recebo antes ou depois. Antes, é bem melhor pra mim, amor. E se eu me arrepender, ele fala. Você não vai.

Depois que ele dá o dinheiro, peço que vá ao banheiro se lavar. Ele vai, e pede que eu vá tirando a roupa. Eu obedeço. Tiro a saia e o top. As sandálias. Fico só de calcinha. Ele volta do banheiro com o pau na mão já duro e ainda molhado. Vêm cá, vem bebê, bota ele na boca bota. Ele fala. Eu me aproximo. Me agacho, e de joelhos realizo minha oração de todos os dias com seu pau em minha boca. Que nunca me falte piroca pra pagar o aluguel, as contas de água, luz e telefone, e o dinheiro pro supermercado.


Isso meu bem, chupa direitinho, te disse que gosto de uma chupeta. Ele fala enquanto engulo seu pau lhe dando o que ele tanto gosta. Isso, isso, coloca todo dentro da garganta, eu quero sentir na garganta. Enfio todo, até engasgar. Isso, porra. Ele geme quase gritando. Retiro da boca depois de engasgar, dou um sorriso e digo, é muito grande amor, me engasguei. Ele sorri de cima e me pede pra continuar. Digo pra ele sentar na cama, ele faz, eu continuo a chupar seu pau. Ele gemendo me pede pra tirar a calcinha. Pede que eu venha pra cima dele e coloque minha boceta em sua boca. Coloco e ele de baixo lambe, chupa, diz que quer morder. Coloco em sua boca enquanto coloco seu pau na minha boca.



Ele gemendo pede para que eu venha e sente em cima dele. Procuro a camisinha, pego, coloco no pau dele com a boca, depois sento. Ele olha com cara de quem gosta. Faço os movimentos. Pra cima e pra baixo, seguidas vezes. Ele gosta, sorri, diz que continue bombando, e eu continuo. Ele pega em meus seios com força, coloca na boca, lambe os bicos, chupa com força. Sinto um pouco de dor mais não falo. Os retiro de sua boca, seguro seu rosto, depois seguro suas mãos, e continuo a fazer os movimentos cada vez mais rápidos. Goza, meu amor, goza pra eu ver. Goza que quero te ver gozando, falo pra ele. Ele sorri, geme, geme alto. Cada vez mais, até soltar um grito e ficar com o rosto todo vermelho. Ele goza com vontade, como se a muito não tivesse feito isso. Vou parando, parando. Saio de cima dele. Me sento ao lado. Ele olha para o teto. Me sorri. Foi muito gostoso, bebê, fazia tempo que não dava uma gozada desse jeito. Ele fala. Foi gostoso amor? Pergunto. Sim, bastante. Você chupa muito bem. Ele diz. Eu lhe retribuo um sorriso e digo obrigada. Sabe, minha mulher não faz boquete, não gosta, daí sempre tenho que recorrer as putinha na rua. Ele ri. Dou um sorriso e me levanto, vou até o banheiro. Lavo a boca, a boceta. Volto, daí é ele que entra. Enquanto toma banho me visto. Assisto a uma loira gemendo enquanto leva na bunda. Ele sai do banheiro e vai se vestir. Pergunta se quero uma carona para onde me pegou. Digo que agradeço. Paga a conta. Saímos do quarto frio do ar-condicionado. Entro em seu carro também frio pelo ar. Ele coloca a mesma música suave que não conheço.

Obrigada bebê, ele diz ao parar perto de meu ponto. Cê fica sempre aqui? Pergunta. Respondo que sim, que sempre estou neste ponto. Ele diz que quando precisar vai voltar, digo que vou esperar.

Saio do caro e um vento frio me acerta. Frio. Ainda é cedo da noite.


05/06/2009 21:18

quinta-feira, 7 de julho de 2016

PLAY #6


Tava ouvindo um som por aqui e resolvi fazer uma playlist, saiu uns rocks em vocais femininos. Coisas de banda mais nova e gente mais antiga. Pra quem tiver afim de um som aí, tem download Aqui ó.

01 Bleachead - Keep On Keepin' On
02 Bleachead - Trying To Lose Myself Again
03 Ex Hex - Beast
04 Metric - Combat Baby
05 The Runaways - Little Sister
06 The Bombettes - Dating Scene
07 Sleater Kinney - Get Up
08 Sarah Jaffe - Mannequin Woman
09 The Kills - Doing To Death
10 The Kills - Heart of a Dog

domingo, 3 de julho de 2016

PÁJAROS.

Cansado de dormir com o sol raiando em suas retinas, resolveu furar os olhos e comer as córneas para findar o problema, transformando todos os dias em escuridão. Assim o fez.
Hoje, dorme tranquilo pela manhã o sono que não pode dormir a noite por causa da insônia. Mas, mais tranquilo seria, se pássaros ao lado de fora da casa não viessem cantar como se fosse em seus ouvidos.
05/12/05 05:05 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

SÓ O OURO.



Santigold não consegue cansar de si mesma. E nem eu consigo cansar de ouvi-la. Parece clichê pegando a música nova da cantora, e é, e também não é. Mas venho acompanhando o trabalho de Santi White dês de 2008, quando lançou seu primeiro disco, “Santogold”, e tanto esse quando seu sucessor “Master of Make -Believe” foram trilha sonora de meus dias por muito tempo. A moça dês de lá sempre veio mandando músicas boas misturando indie, dub com hip-hop. Neste “99¢ lançado este ano, Santigold veio com talvez o trabalho mais pop de sua carreira, e o disco tá bom ó, muita música para dançar e ainda umas mais melancólicas com aquela sensação de nostalgia que a moça sabe fazer bem. Na música que abre o disco e que virou um vídeo interativo, Santi canta que é sua maior fã, tem investido em si mesma e que tudo que quer fazer é o que ela sabe fazer de melhor. Pra mim, a senhorita Gold tem feito boas músicas dês de seu começo. Talvez ainda falte despontar prum público maior, talvez esteja bom do jeito que tá, a qualidade do som é o que importa, e isso dela tá legal. Santigold vem usando a internet pra divulgar o trabalho novo, no tumblr da moça você pode participar do vídeo deste disco novo.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

O DIA ENTRE OS FIOS DO TELEFONE

Pessoas andam pelas ruas de olhos fechados
Com puro sonambulismo,
 E com seus carros de fibra cega como armas

A música toca alto no rádio do vizinho,
É sobre amor e outras tristezas
Sem preocupações com o futuro
Ou com homens que sentem fome.

Folhas caídas queimam em pleno meio dia
Misturando-se ao lixo
O gari reclama;
“Que sujeira essa cidade!”
E agradece calado pelo emprego.

Generais sentados em cadeiras acolchoadas
Em salões gigantes com ar refrigerado
Conversam sobre o tédio dos tempos,
Então se põem a discutir,
Planejam a destruição de um país ou dois
Para matar o tempo, a gente, o tédio.

O dia passa

Entre os fios de meu telefone.

domingo, 22 de maio de 2016

LUZ.

Acordou no meio da noite e percebeu um ser luminoso ao seu lado expandindo luz, um ser nunca visto por ela antes. Estranhamente não se assustou, mas pensou que por causa da luz não conseguiria voltar a dormir. A luz por sua vez era um tipo de energia confortável, e logo adormeceu e dormiu um sono calmo, acordando no dia seguinte muito mais alegre.
Muitas de suas colegas de trabalho a perguntavam o segredo de tanto bom humor e disposição cogitando novo amor. Ela guardava o segredo noturno.
Assim foi durante meses, acordava no meio da noite com a estranha luminosidade percebendo que o ser expandia cada vez mais luz ao seu lado na cama, e logo voltava a dormir tranquila.
Depois de meses, numa noite acordou como de costume e notou que nenhum ser estava ao seu lado, só a escuridão tinha voltado a lhe fazer companhia. Nenhuma luz ao seu lado existia. E não conseguiu voltar a dormir.
Hoje, não conseguindo mais dormir no escuro (todas as luzes da casa ligadas), vive perturbada com uma crise crônica de insônia.
31/08/05 – 01:42

segunda-feira, 16 de maio de 2016

KING. DO BLUES.

Eu tinha diversas coisas pra fazer. Pros outros. Domingo é sempre o dia mais corrido. Andando pra lá e pra cá. Aquela impaciência. Dos outros. Pressa pra quê? Tamo caminhando pro mesmo lugar.

Levei comigo um som pra colocar no sonzinho que durante a semana rola coisas de padre. Do outro lado sempre vem aquele brega, aquela música de dor de cotovelo. Levei comigo um som pra me acalmar e fazer as coisas fluírem bem melhor pra minha cabeça.

-Se eu ouvisse 15 minutos disso aí eu ficava era doida.

Me disse uma colega, enquanto rolava já minutos do King of Blues do Davis. Fiquei com vontade de falar que é esse tipo de coisa que eu escuto que me afasta um pouco da loucura que vem da minha própria cabeça e da que vem da cabeça dos outros também. Mas que diferença faria falar isso ou qualquer outra coisa? Cada um escolhe a própria loucura. Ou é escolhido.

O disco de 59 do mestre Miles Davis sinceramente é uma das coisas mais bonitas que eu já ouvi do cara, um dos meus prediletos. Ótimo pra diversas ocasiões. Se acalmar durante estresses desnecessários, ou pruma noite escura em que você se basta. Músicas animadas, músicas melancólicas bonitas de ouvir.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

TU ERES DIOS.


Fazia muito tempo que não entrava em uma igreja. Essa semana, nas 24 horas de sono, de descanso, por acaso me vi perto da igreja perto de minha casa e resolvi assistir a missa. Fazia muito tempo que eu não assistia uma missa, anos, nem lembro da última vez. E entrar na igreja agora, foi como quem entra pela primeira vez. Da missa, eu só lembrava que era um longo rito, que eu nunca entendi. Acho que por isso nunca gostei de assistir. Quando eu era criança, lembro de chorar quando minha mãe dizia que eu tinha que ir a igreja. Não era falta de fé, na época eu nem sabia o que isso era. Apenas aquela celebração era algo muito chata pra mim. Ontem, constatei que continua o mesmo. Dessa vez, talvez pelo dia da semana, senti a igreja como um ambiente muito deprimente. Os velhos, aquele homem pregado na parede, eternamente, aquela sensação de um passo pra morte. Uns 15 minutos de celebração me bateu uma sensação triste. O peito pesado, a depressão leve de todos os dias. E lá, sentando e levantando, rezando, orando. Constatei que ainda lembro de todas as orações, das rezas. Eu ainda oro. 

-Pra que? 
-Pra quem? 
-Pra nada. 

É só o costume. Como algo que você faz todos os dias. Vai que né, tem algo mesmo. Me olhando. De cima. Mas aquela sensação estranha dentro do peito, aquele rito estranho. Passou um tempo, fui ficando mais animado. A visão que o fim daquilo estava próximo é algo que pode dar certa alegria. A igreja continua praticamente a mesma de quando eu era menino. O rito, o mesmo. O homem pregado na parede vai estar lá pra sempre. E isso é uma pena, uma imagem triste de constatar. Mas eu não sou mais aquele menino que chorava porque tinha que ir a igreja. Hoje você só chora quando tem que entrar na senzala. Ver o público daquela noite, os velhos, aqueles que pensamos estarem mais próximos do fim e pensando que, e se com eles tudo aquilo for também. Aquela nova salvação. Pensar em um mundo sem fé pode ser tão desesperador quando libertador. Eu só quero pra mim isso, liberdade. Hoje, nos 30 do primeiro tempo, entender que não existe nada por, e para nós fora isso aqui, foi uma das melhores coisas que fiz pra mim. Não é que não acredite, pode ser que tenha algo que rege tudo, é que eu não quero mais acreditar em nada. É que não me interessa mais, não me importa. Depois daqui não tenha luz. Eu só quero escuridão. Eu só quero ser aquele rádio de pilha que vai se apagando aos poucos mesmo quando tiram da tomada. Depois só o silêncio. Viemos de uma junção de secreções, do desejo, nunca do pecado como querem falar. Não existe pecado. Existe certo, errado, tua cabeça e o bem do próximo, e nunca querer ferir o bem do próximo. É isso que existe. Quem me criou foi o homem. Homem é quem sou. Eu nasci pra ser meu próprio Deus.



sábado, 23 de abril de 2016

O CABEÇA DE PROZAC.

Mancho, cadê teu tumblr?
Excluíram.
Tu excluiu?!
Não, excluíram.
Como assim?
Sei lá, alguém entrou e excluiu o blog. Ou então denunciaram o tumblr e o próprio tumblr excluiu minha conta, nem sei como foi.
Eita, mó paia.
Muito ó, eu tinha essa conta dês de 2010, eu acho. Eu seguia uma porrada de tumblr massa, e tinha mais de 2 mil seguidores que olhavam as rumações que eu postava.
Mó paia ó. Tu num sabe quem foi que fez?
Só tenho ideias.
Mancho, isso é coisa de quem não gosta de ti.
Tem uma porrada de gente por ai que não vai com a minha cara. Bem normal isso.
Ozinimigo!
Que nada, eu teria que me ter muita importância pra poder acreditar que alguém não gosta de mim ao ponto de perder tempo comigo.
Mais pior que tem, viu, gente assim.
Tem uma porrada de gente que não vai com a minha cara. Umas duas, três pessoas que me odeiam de verdade.
Sério?
Sim. Todo mundo que um dia já me amou, passa a me odiar depois. Eu acho bonito isso ó, o amor que se torna em ódio.
Mancho…


Só pra dizer que dias depois que colei o link aqui do meu tumblr ele foi excluído. Perdi uma pá de blogs legais que eu seguia dês do início de minha conta lá. Mas tá tranquilo, tá favorável, tá suavi. Manda mais que eu tô de boa. E só por isso, criei uma nova conta, onde continuo postando as velhas esquisitices que eu gosto, algumas músicas que escuto, os porn de qualidade, e uns textos também. Quem tiver tumblr e quiser seguir, quem quiser passar tempo vendo esquisitice ou simplesmente quem quiser me excluir, aqui ó.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

O POVO.

A tarde começava a terminar, desci a rua em direção da praça, queria ver o movimento, o povo, quem faz besteira se fazendo de besta. Uns companheiros ficaram vendo pela TV. Faz um tempo que deixei de ver TV. Nem tenho mais uma. Desci a rua. Não muito longe vi uma mulher vestida de amarelo levando um cachorro vestido de amarelo. Soltei uma gargalhada. Eu já podia voltar, mas queria me divertir mais. Dobro a esquina e vejo a multidão na praça. Me aproximo, paro e acendo um cigarro. Fico sacando o povo. No microfone um cara gritava que iria sim, ter impeachment, que o povo clama por justiça. Olhei ao redor, e não vi. Vi um bando de gente branca vestida ridiculamente de verde e amarelo. Uma multidão branca, loiros, uns olhos azuis, cabelos lisos, gente bem alimentada, gente rica, o povo rico da cidade num bairro rico da cidade. Fiquei procurando o povo. Mais ali eu só via advogados, juízes, donos de negócios, empresários, dondocas, madames, novinhas ricas, meninos mimados, cachorros tratados melhor que muita gente. O povo. O povo brasileiro. Mais tinha outra gente por ali. Vendendo água, refrigerante, cerveja, comida, bandeira, camisa, milho. Tudo pros ricos comprarem. Tem que vender pra quem tem dinheiro. Vai uma camisa ai, meu patrão? Me passa um cara oferecendo. Faço que não com a cabeça. Na camisa; #SomostodosMoro. E um boneco gigante do juiz no corpo do Superman tava na praça. Do lado, o antigo presidente vestido de presidiário. Tava divertido, e eu queria me divertir mais. Fiquei perambulando entre as pessoas, mudava de lugar a cada cigarro, eu queria ver os vários ângulos da comédia. Sentei perto de uma banca de revistas, meio afastado. Acendi outro cigarro. Fico sentado, olhando o povo, ouvindo o povo. Começam os votos. As pessoas sentam no gramado da praça pra ver. A cada sim, é um grito de vitória. A cada não, uma vaia grande. Uma deputada vota não. Rapariga, feia, mal amada. Grita um cara atrás de mim. Eu gosto quando vejo pessoas dando aquilo que tem pros outros. A noite vai começando. Levanto e começo a andar. Vou caminhando entre as pessoas que assistem a votação pelo telão na praça. Vou me distanciando, voltando pra minha realidade.

domingo, 10 de abril de 2016

UM VAMPIRO NAS TARDES OCIOSAS.

Separado por um tempo
Que escorre de um relógio morto,
Atravesso a tarde de sol negro
Em meus olhos escuros
E Caminho pelo dia
Sem grandes preocupações.

Respiro o ar cinza
Que deforma minhas narinas e pulmões,
Participo das ruínas da cidade:
                                Meu corpo.
Percebo
Prédios, ao meu lado, devagar,
E o asfalto
Que o calor flutua
E precipita em nova estrada.

Observando a adolescência da tarde,
Percebo como sou bruto
Diante das horas,
Dos ponteiros alheios
        Do Tempo,
A ignorar meu cansaço
E meus medos,

Em relação à vida.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

PLAY #5.

Nada como ter álcool, ter um Hulk guardado pra emergência (essa é a hora de usar), muita música e filmes de terror. Os jogos do fim de semana estavam começados. Nada como isso. Somente descobrir repentinamente no começo da noite que suas férias terminaram. O que não tem remédio, remediado está. E se não tem remédio pra tudo nesse mundo, pro que tiver eu vou tomar. Já diria Lourenço Mutarelli. O que sobra é o resto da noite com pouquinho de álcool, muita música, um Hulk e filme de terror. Amanhã a gente vê o que dá pra fazer.


quarta-feira, 30 de março de 2016

DIRTY DREAM #3

Estou dormindo e sinto uma presença. Tento acordar mas não consigo ver nada, tudo turvo, cinza. Carlos, escuto uma voz de mulher me chamando. Não me assusto, sei que estou dormindo só, sempre durmo só, só gosto de dormir só. Tento abrir os olhos e vou conseguindo aos poucos. Vejo o teto do quarto, vejo que já é dia, vejo minhas mãos em cima da barriga, mas não consigo me levantar. Sei que estou dormindo ainda e não consigo me levantar. Tento por minutos acordar, sei que durmo e que isso é aquele negócio da paralisia do sono. Tento. Tento. E vou ficando cansado, vou voltando pruma escuridão até tudo ficar escuro mesmo. E quando já estou caindo. Ei. Escuto bem próximo. É uma voz de homem dessa vez. Então me assusto mesmo e vou abrindo os olhos. Vejo o teto do quarto. Tento levantar mais não consigo. Sinto aquela sensação estranha de que tem alguém no quarto comigo. Mais de uma pessoa. Deitado vejo o teto e pouca coisa ao meu redor. Sinto aquele calafrio, meu corpo todo se arrepia e eu não gosto da sensação. Abro os olhos de novo e tento me mexer, mas não consigo. Então começo a gritar. Aãããããã Aãããããã Aããããã o grito mongoloide saindo mole da minha boca. Acho estou gritando mesmo, fora do meu sono. E me toco que mesmo que alguém consiga ouvir, nada podem fazer, a porta está trancada. Sempre tranco a porta do quarto quando vou dormir. Não consigo acordar e vou ficando cansado. Então vou parando. Tento me acalmar. Fecho os olhos de novo. E vou tentando acalmar. Então volto a dormir de novo e sonho, ou penso que durmo e sonho, ou então sonho que estou pensando que estou sonhando. Que acordo, e levanto da rede, vou até a porta e giro a chave, mas deixo a porta fechada, depois sento na cama, depois deito. Fico olhando pro teto. Me sinto cansado mesmo tendo levantado agora. Sempre me sinto cansado depois que acordo. Fico olhando pro teto e então vou ficando com sono novamente. Sinto a dormência vindo de dentro pra fora e resolvo voltar a dormir. Aos poucos vou relaxando e vou caindo na escuridão. Então sonho que estou em uma cidade cheia de prédios e as pessoas passam correndo e falando que vai acontecer uma reunião onde os militares vão resolver se destroem tudo ou não, e eu começo a andar depressa com as pessoas que passam pra ir a praça onde vai acontecer a reunião. A cidade é cheia de prédios cinza e grama verde no chão. Vou andando e correndo com as pessoas que dobram esquinas e seguem em ruas. Então acordo. Vejo o teto e vejo que já é dia. Fico deitado olhando pro teto me sentindo cansado.

segunda-feira, 28 de março de 2016

VAMO CONVERSAR DEVAGARZINHO.



Envelhecer e morrer são duas certezas que temos nisso que chamamos de vida. E a eterna mudança de tudo que nos rodeia é outra. O tempo que é impiedoso. E é bom que não exista perdão. Até porque não existe nada o que perdoar.

(pronto, beleza, agora que já começou no drama, é só dar aquela relaxada, continua)

Mas existe uns momentos em que você fecha os olhos e pensa; Pra onde é que eu fui? Onde eu fui soltando os meus pedaços por aí? Pra eu voltar e procurar e catar e tentar colar, reaver alguma coisa. Qualquer coisa que for.

São momentos como de um fim de feriadão desses que você se toca que já foi. Pra onde? Sei lá. E faz diferença saber? Mas que já foi. E ficar lembrando de que uns anos atrás eu pegava 4 dias como esse e assistia no mínimo uns 8, 9 filmes. Lia pelo menos uns 2 livros. Caramba, lembro do fim da adolescência de ir pra biblioteca nas sextas-feiras de noite, pegar um livro e na segunda já tá de volta pra devolver o livro lido e pegar outro título. E hoje, 4 dias, um filme visto, outro esperando pra terminar, e 3 episódios de um seriado em que eu tenho sérias dúvidas de conseguir chegar ao fim. Livro?! De boa, só empacado com 4 por aqui. Um dia eu termino de ler. Pressa pra quê nessa vida? Pra comer?

(beleza, mais enrolado não tem, mas termina, já deu)


Feliz Páscoa pra todos e boa semana pra todo mundo. Graças a Deus.


terça-feira, 22 de março de 2016

DUAS RODAS.

Dia desses tava voltando pra casa e fiquei pensando em como tá um pouco mais tranquilo andar de bicicleta por Fortaleza. Depois que virou moda andar de bike pela cidade, os motoristas tiveram que começar a respeitar um pouco mais os ciclistas.

Quando eu era moleque, praticamente toda noite eu pegava a bicicleta preta que eu tinha e saia pra dar uma volta. Eu nunca tinha aonde ir especificamente, então entrava e saia de ruas do meu bairro, ia até outros bairros e era tranquilo, o movimento de carros era menor na época e o povo respeitava mais. Tinham os assaltos, que eram praticamente o único perigo. Mas a qualquer hora do dia era de boa andar de duas rodas pela cidade.

Numa tarde quando eu voltava da aula, dois caras em uma bike apareceram e um deles me deu uma voadora e levou minha pretinha. Dai sem duas rotas comecei a andar mais de pé dois. O tempo foi passando, Fortaleza começou a crescer de uma forma estranha e o trânsito foi ficando mais intenso, se tornando um grande problema.

Talvez por isso, juntando uma moda meio fitness na cidade, o prefeito colocou as bicicletas por aí. Pro povo deixar de andar de carro ou ônibus e começar a ir mais de bike pros cantos, pra tentar dar uma diminuída no volume de carros nas ruas.

Virou moda andar de bike na cidade. O povo se encontra pra pegar as bicicletas da prefeitura e ficar andando pela Bezerra de Menezes na via das bikes. O povo se encontra em grupos e ficam pedalando de bairro pra bairro, as vezes até indo em cidades vizinhas. Você encontra vídeos de filósofos andando pelados pelas ruas fazendo “protestos” pedindo mais respeito aos ciclistas, falando que a bicicleta também é um corpo que anda pela cidade, umas frescuras e baitolagens de astirtas, mas que de toda forma pode servir de algo, se for para que o povo comece a ver mais os ciclistas e passe a respeitar.

Eu tava pensando nisso dia desses quando vinha na 13 de Maio, uma avenida com um fluxo de carros e ônibus gigantesco. Tava pensando nisso enquanto pedalava e via as marcas de batidas no chão. Lembrei em como era pouco viável andar em alguns lugares nessa cidade de bicicleta. A 13, por exemplo, era uma avenida em que tinha batida de carro ou de ônibus pelo menos umas 3 vezes ao dia. Era raro passar por lá e não ver isso acontecer ou já ter acontecido. E agora os motoristas tendo, mesmo que a contragosto, respeitar um pouco mais o povo que também tá na pista com eles.


Ainda tem muitos bugs pra concertar, é certo. Faltam faixas pros ciclistas pelo resto da cidade, não só nos bairros ricos, como foi primeiro colocado. Mas quem sabe, quem sabe, num futuro bem distante, as coisas melhorem um pouco mais. Quem sabe.

sábado, 19 de março de 2016

FELLS LIKE TRASH.



Bully foi formada em Nashiville em 2013, lançaram um ep em 2014 e no ano seguinte “Fells Like”, o primeiro disco, com umas porradinhas mesclando Punk com Indie Rock.



Nos vocais Alicia Bognanno, vinda de Minnesota. Alicia é uma loirinha lindinha que quando abre a boca solta uns berros consideráveis. O jeito de cantar que vai calmo e nos refrões pro roco rasgado em músicas como “Too Tough”, “Trying”, “Trash” e "Six" me lembraram na primeira audição algo meio PixiesBreeders. E o som da banda talvez esteja por aí, pela banda de Black Francis, Kim Deal, o Nirvana de Cobain, e algumas outras bandas dos anos 90. Talvez seja isso. Quem sabe eles tenham outras influências que ainda não consegui pegar. De toda forma, “Fells Like” vem mostrando o som que a banda quer fazer e é um bom disco de estreia. Pode soar um pouco repetitivo na primeira audição, mas pra mim tá valendo escutar, é bom ver gente gritando em microfone, fazendo música com guitarra e distorção, tentando ainda trazer alguma vida, mesmo que seja no grito, pra esse lance chamado Rock.

Pra quem tiver afim de dar uma conferida no som da banda, aqui tem link pra download via torrent. Ou você pode ouvir on line nessa apresentação que fizeram pra Kexp.

quinta-feira, 17 de março de 2016

ESSE DIA FOI LOKO.

-Béisso Dilma?
-Qui foi?
-Mé qui tu faz uma palha assada dessa?
-U que?!
-Essa parada do teu áudio cum Lulinha!
-Quê qui tem pivete?
-Todo mundo tá sabenu.
-Di história doido, eu mandei o áudio pu nosso grupo fechado.
-TU MANDOU FOI PRO GRUPO CAGENTE TEM QUE O JUIZ TÁ LÁ TAMBÉM!
-Foi não meimão.
-Foi sim.
-Foi não
-Foi sim!
-Vixe pivete, eu mandei errado ó. Mauz aí. Pensei que tinha mandado praquele nosso grupo que fica falando de Big Brother, Inês Brasil e tal.
-Nam, tu mandou foi pro juiz, cumadi.
-Já caiu na net?
-Tá vacilanu é! Foi passanu de whats pra whats e já caiu foi na Globo, dona, tá todo mundo ovinu!
-Vixe doido. E agora?

-Agora quebrô dentu! Fecha as porta que o povo vai tentá arrombá.


segunda-feira, 14 de março de 2016

LARGE DRAWINGS.

"I Love New York"

"Lyme Disease"

"Odalisque"

"Self Portrait with Hunting Cap"

"buck naked"

5 desenhos da pintora Rebecca Morgan.