sábado, 29 de agosto de 2015

O MONSTRO.



É, acabou. Morreu. Morreu. Uma das séries mais legais pra mim nos últimos 3 anos chegou ao fim. Morreu. “Hannibal” terminou essa semana na TV americana. O personagem criado por Thomas Harris fez um bom caminho na TV. Uma série que foi crescendo a cada temporada, as 2 iniciais muito boas mesclavam o desenvolvimento dos personagens a história do doutor Lecter, sempre entre a investigação da semana, o serial killer da semana, como parece sempre ser necessário nas séries americanas.  A terceira temporada provavelmente foi a melhor. Foi a mais lenta, mas a mais bonita também, tanto plasticamente quanto em conteúdo, com diálogos mais filosóficos, mais psicológicos, e bem mais focada no desenvolvimento dos personagens.

É interessante ver que o personagem criado por Harris em seu “Dragão Vermelho” inicialmente era só um coadjuvante na história, e ver como ele cresceu tanto na cabeça do escritor que voltou em outros livros, e foi parar no cinema fazendo uma carreira gigante e caindo no imaginário popular. Mesmo quem nunca leu uma linha de Harris, sabe da existência de um tal doutor Lecter, que curte uns cardápios meio exóticos (mas muito interessantes).


Foi bonito e interessante ver o Hannibal criado para TV. Mads Mikkelsen deu vida a um doutor Lecter muito diferente do original de Harris e visto diversas vezes no cinema. O Hannibal da TV estava longe daquele psicopata do cinema que tinha aquela pulsão violenta para atacar repentinamente e comer o rosto das pessoas. Ainda muito sofisticado, o Hannibal de Mikkelsen provavelmente acharia isso rude demais a ser feito com qualquer um. Foi interessante também ver o caminho quase inverso que o personagem teve na TV em relação às histórias dos livros, e a relação entre Lecter e o investigador Will Grahan. A amizade obsessiva estava sempre entre uma paixão mal resolvida entre os dois que se finalizou com uma entrega interessante e ao mesmo tempo bonita de ver. O seriado nunca foi uma adaptação fiel aos livros de Thomas Harris, mas sempre se baseou nas histórias criadas pelo escritor para seus roteiros, retirando dos livros os personagens, mesmo que os mudando muito, e as situações também.


Hannibal teve uma vida de 3 boas temporadas na TV, mas infelizmente chegou ao fim. A NBC não assinou uma nova temporada por achar que o público da série não era tão alto, era um público muito seleto. Tentaram vender o seriado para outra emissora, mas a ideia não foi bem aceita. Fica aquela sensação esquisita na cabeça de saber que um seriado tão bom no meio de tanta coisa ruim sendo produzida hoje em dia termina mesmo ainda tendo fôlego para pelo menos mais duas temporadas de histórias originais.


domingo, 16 de agosto de 2015

PERSEPHONE.


persephone from Four Chambers on Vimeo.

Acabei de ver esse vídeo do Four Chambered Heart com a musa Camille Damage e o Owen Grey. O vídeo é de um ano atrás, mas só o vi agora. A Four Chambered vem com essa premissa de fazer umas foto arte e vídeos sempre mexendo com o erótico e o pornô também. o próprio Owen Grey é um dos nomes que tá despontando nesse "pornô indie" que tá surgindo nesse momento. Eu mesmo não curto muito o cara, mesmo embora ele esteja fazendo uns vídeos interessantes com modelos performáticas mais interessantes ainda, e esteja trabalhando alguns fetiches que me agradam muito de maneira muito boa. Já Camille é musa total, gosto tanto de seu trabalho como modelo que de certa foram à carrego comigo.

domingo, 9 de agosto de 2015

AOS FANTASMAS.

Pai, você bebia muito, e um dia chegou em casa tarde da noite, bêbado, bateu em mim e quebrou meu braço. Mas eu sei que você me amava. Eu vi os meses seguintes que passou sem beber e tentando colocar as coisas em ordem. Você se descontrolou no trabalho e agrediu aquele garoto, você perdeu o trabalho na escola e eu sei que foi procurar trabalho naquele hotel para nos sustentar, para tentar segurar as coisas que já estavam ruindo. Você nos isolou naquele hotel velho e longe de todo o mundo por uma boa razão, eu sei, tentando nos unir de novo. Mas você perdeu o controle e voltou a beber com os fantasmas. Pai, você perseguiu a mim e minha mãe com um machado na mão querendo nos matar, mas eu sei que na última hora, quando “a coisa” estava tomando de conta, você se entregou para não entregar a mim e minha mãe à morte. Eu sei que você me amava, eu conseguia ler seus pensamentos. Eu te amo muito também pai. Eu sinto muito sua falta.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

06/08/15

Escuto a voz me chamando. É uma voz de mulher que não conheço. Carlos Alberto. Escuto bem próximo ao meu ouvido. E então abro os olhos na escuridão. Estico o braço pra pegar o celular e toco pro visor iluminar. Olho as horas. 3:40. Ilumino o quarto sabendo que estou só. Sempre durmo só. Gosto de dormir só. Não gosto de companhia. Sei que ninguém entrou no quarto enquanto eu dormia porque sempre tranco a porta antes de deitar. Por instinto ilumino o quarto. Não tem ninguém. Mas aquela sensação esquisita. Volto a cobrir os olhos tentando entrar de novo no sono. Permaneço acordado. Aquela sensação esquisita que tem mais alguém no quarto comigo. De repente sinto o quarto mais frio, aquela sensação de calafrio me toma o corpo. Como se alguém tivesse em pé ao meu lado. Calafrio. Fico deitado esperando o sono voltar. Semana passada eu dormia, acordei com alguém batendo na porta. Levando quase em um salto e vou até a porta, abro e do lado de lá nada, não tinha ninguém. A casa vazia, não tinha ninguém. Fechei a porta e voltei a deitar, tentando voltar a dormir. O que quer que seja isso, está tentando entrar. Será se já conseguiu?