quarta-feira, 21 de maio de 2014

GET DEAP!


Deap Vally é uma duo de Los Angeles. Lindsey Troy que fica nos vocais e guitarra, e Julie Edwards que fica na bateria e nos backing vocals. Conta-se por ai que as meninas se conheceram em uma aula de crochê, mas quem vai pensando que o som das garotas é paradinho e calmo, se engana. Juntas, Lindsey e Julie fazem um Garage Hard Rock bom de ouvir. O som que é um tanto limitado em acordes, ganha em energia quando você dá o play nas músicas, que vão falando de sair por ai fazendo bagunça pelo mundo, ganhar grana. Garotas que continuam com o Bad Reputation way of life.


Em 2012 elas lançaram o EpGet Deap” com o single “Gonna Make My On Money” e em 2013 lançaram o disco “Sistrionix” com 11 músicas agitadas com boas distorções. O disco pode ser baixado via torrent aqui. E vale dar uma conferida mesmo.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

TRAZ UM DEDO DO HULK AI PRA MIM.

"Em 1937, a maconha foi incluída na Lei Harrison de entorpecentes. As
autoridades argumentaram que se tratava de uma droga causadora de
dependência, prejudicial à mente e ao corpo; e capaz de induzir os usuários ao
crime. Eis os fatos: decididamente, maconha não causa dependência. Você pode
puxar fumo anos a fio, e não sentirá nenhum incômodo se lhe cortarem o
suprimento de repente. Já vi muito maconheiro na prisão e nenhum deles
apresentava sintomas de privação da droga. Eu mesmo fumei maconha
intermitentemente por quinze anos, e nunca senti falta quando estava sem.
Maconha cria menos dependência do que tabaco. Maconha não causa danos à
saúde. Na verdade, a maioria dos usuários afirma que ela exerce uma ação
tônica sobre o organismo. Não conheço nada melhor para abrir o apetite. Quando
fumo um baseado, fico logo com vontade de saborear um copo de xerez da
Califórnia e uma boa comidinha caseira.

Uma vez, cortei a dependência de junk com maconha. No segundo dia sem
junk, sentei à mesa e devorei uma refeição completa, sendo que, de hábito, fico
oito dias sem comer quando estou me desintoxicando.
Maconha não induz ninguém ao crime. Nunca vi ninguém ficar belicoso sob
efeito de fumo. Fumetas são uma raça de sociáveis. Sociáveis demais pro meu
gosto. Não entendo por que as pessoas que acusam a maconha de instigadora de
crimes não vão mais longe e pedem também a proibição do álcool. Todos os dias
você vê bêbados cometendo crimes que não aconteceriam se estivessem sóbrios.

Já se falou muito dos efeitos afrodisíacos da maconha. Por algum motivo, os
cientistas não gostam de admitir que existem afrodisíacos de qualquer espécie. A
maioria dos farmacologistas afirma “não haver evidências que sustentem a
crença popular nas propriedades afrodisíacas da maconha”. Posso dizer, sem
sombra de dúvida, que a maconha é um poderoso afrodisíaco e que o sexo fica
muito mais gostoso sob a sua influência. Qualquer um que já tenha
experimentado uma boa maconha sabe do que estou falando.

Ouve-se falar que as pessoas enlouquecem por causa da maconha. De fato,
pode ocorrer um certo tipo de demência com o uso excessivo da erva,
caracterizada por uma espécie de raciocínio demasiado alusivo e abstrato.
Todavia, a maconha vendida nos Estados Unidos não é forte o suficiente para
cozinhar os miolos de um cidadão; nos States é muito raro encontrar casos de
psicose de maconha. No Oriente Próximo parece que é comum. A psicose de
maconha corresponde mais ou menos ao delirium tremens alcoólico e
desaparece rapidamente ao se cortar o consumo. Quem fuma uns poucos
cigarrinhos por dia está tão sujeito a pirar quanto um sujeito que toma seus
drinques antes do jantar.

Mais uma coisa sobre maconha: uma pessoa fumada fica completamente
inepta para dirigir automóvel. A maconha altera a percepção do tempo e, em
consequência, também a das relações espaciais. Uma vez, em New Orleans, tive
de parar no acostamento e esperar o barato ir baixando. Eu não conseguia avaliar
as distâncias entre as coisas nem o momento certo de fazer curvas ou pisar no
freio."

William S. Burroughs in "Junky"