quarta-feira, 23 de abril de 2014

Cam Closer.



Uma mulher resolve tirar um foto de seu "chá" com a câmera de seu celular e descobre que a câmera consegue sintonizar coisas bem estranhas. "Cam Closer" é mais um curta de horror de David Sandberg.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ESTRANHA SENSAÇÃO.


Quando percebi eu estava olhando para meu pé. Estava avermelhada a pele. Coçava. Coçava muito. Eu tentei pensar noutras coisas, estava com preguiça de coçar meu pé, mais ele não parava de coçar. Achei estranho, mal tinha acordado e já esta coceira que eu acho que já sentia dentro do sono, acho que foi o que me fez acordar. Estranho. Levantei, andei um pouco, fui tomar banho. Lavei os pés seguidas vezes, e quando mais eu lavava, mais coçava. Enxuguei direito e vi que estava mais avermelhada a pele. Tentei pensar em outras coisas, mas somente a coceira me vinha no pensamento. E o pior é que era uma coceira boa, entre os dedos do pé. Comecei a coçar. Era bom. Quanto mais eu coçava, mais eu queria e mais prazer eu sentia. Levantei e fui até a cozinha caminhando com um pouco de dificuldade, peguei um garfo, assim seria melhor. Passava de leve, até coçar com mais força, e aí quando percebi o pé já estava em carne viva. Bonita a cor, eu pensei. Não parou de coçar. Levantei, e o pé doendo, caminhei até a dispensa e peguei um alicate, martelo também, álcool, fósforos e o que mais consegui trazer. Voltei pra sala. Comecei a fazer uma cirurgia estranha, achei estranho ter tido vontade de fazer tal coisa. Comecei minuciosamente retirar dos dedos, as unhas, uma por uma. Já nem queria saber da dor, só sentia saindo. Estranha sensação. Retirei uma a uma, quando vi meu pé, estava sem carne, os ossos a mostra, os nervos, os dedos sem unhas. Peguei o martelo e comecei a martelar o dedão. Uma dor aguda, profunda, mas eu não queria parar. De meus olhos lágrimas saiam. Martelei o dedão até ele não existir. Depois foi o outro, depois o outro, depois o outro... Depois o pé. Doía, muito, e eu nem sabia o porquê daquilo, eu não sabia. Quando vi, meu pé estava deformado, eu já não tinha um pé. Joguei álcool e risquei o fósforo. Queimou mais rápido que meu pensamento. Tive que tomar cuidado do fogo não subir a perna inteira. Coloquei um pano para apagar as chamas. Apagou, e um cheiro horrível subiu e empestou toda a sala, eu quase não aquentava. Agora já não tinha mais nada a fazer, foi o que eu pensei antes de sentir o outro pé começar a coçar.



30/03/2008 15:34