sexta-feira, 19 de abril de 2013

LUST FOR LIFE.


-Um tempo atrás Iggy lançou um disco novo.
-Esse não ouvi ainda. É bom?
-Eu gostei.
-Sonzeira pesada? Só espero sujeira dele.
-Que nada, o contrário. Baixei o disco esperando isso também. Daí dei o play e me surge um Iggy Pop calmo, tranquilo, cantando canções em violão dedilhado, violino, um folk bem feito e comportado, em algumas canções ele canta um jazz. Saca, Iggy Pop like a Sir. Totalmente diferente daquele cara loquera que gritava “Eu quero ser seu cachorro!” nos anos 60.
-Porra cara, isso eu não imaginaria mesmo.
-Pois é, achei muito curioso. Então... Mudanças, vê.
-Sim. E o disco, tá bom mesmo?
-Gostei.
-Esses caras são foda, eles sabem realmente como fazer um som. O tempo só os melhora.
-Experiência.
-É, experiência. Eles usam isso a favor. Aprendem a não cometer os mesmos erros, eu acho.
-Totalmente diferente de caras como nós.
-É, isso é verdade.

Estava relendo esse diálogo de uma “peça” que comecei a escrever um tempão atrás, e que nunca concluí. Esses dois caras conversavam sobre musica, nomes fodas da música que ainda estão mandando um som, e sobre mudanças na vida. Acho que fiquei meio inspirado por reler este diálogo e resolvi criar uma nova playlist lá no Groveshark só com músicas do velho e bom Iggy Pop. Esse cara tão cheio de tesão pela vida, tão cheio de tesão pela música, e que soube mostrar isso sempre criando boas canções, bons punk rocks, e agora até folk tem mandado. Mudanças.  Então coloquei 10 músicas que estão longe de representar tudo o que o cara criou, mas que pelo menos podem te trazer alguma diversão. Escuta.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESCREVENDO.



Não tenho dormido bem nesses últimos tempos. Na verdade não durmo bem dês do dia em que nasci. Dês de criança, povoado com essa sensação de sono durante o dia, e nenhum dele a noite. É desgastante, e tenho que conviver com isso. Há duas semanas resolvi usar essa falta de sono noturna, essa dificuldade para dormir, para escrever um livro. Eu tive um sonho, quando uma madrugada consegui dormir, e somente na outra noite consegui lembrar algumas coisas, pensar a respeito. Então acordei no outro dia com essa ideia de escrever um livro. Original não? Já pensou em quantas pessoas estão escrevendo livros nesse exato momento? E quanto à literatura realmente precisa, desses novos livros, novos escritores? É bom pensar nisso um pouco, talvez. Tanto faz. Então fiquei com essa ideia  e resolvi trabalhar nos contos que venho escrevendo de 2005 até agora. Passei duas semanas praticamente nisso. Todo tempo livre, toda noite sem sono, deitava e trabalhava neles, escrevia o livro que já estava escrito, na verdade. E foi bonito vê-lo tomando uma forma. Como um ser que você vai modelando com as mãos, que aos poucos vai se mostrando para você. Ainda não tem título, e não sei quando terá. Nem muito menos sei se será publicado. Digo, se enviarei para alguma editora procurando publicação. Eu mesmo não sou muito desse negócio de ser publicado. A literatura está apinhada de novos livros, e a cada novo livro que leio de um novo escritor, um estreante, fico me perguntando se aquilo deveria realmente ter sido publicado, se aquilo valia mesmo à pena. Acho que tem que se pensar nisso um pouco. Talvez, sei lá. Tanto faz. Meu lance mesmo foi deitar e escrever, trabalhar nos contos escritos nestes tempos. Pra mim o lance é sempre poder escrever, escrever é que é o bom. Provavelmente este livro, ficará guardado, junto com um de poemas que escrevi, e está lá, já faz muito tempo. Estou afim mesmo é de jogar na mão de uns amigos, passar para uns colegas que gostam de ler. Estou afim mesmo é de jogar esse livro pra download na internet, e quem quiser ler, poder ler, sem pagar um tostão. Isso é legal. Talvez faça. Talvez.