terça-feira, 25 de outubro de 2011

LOUDQUIETLOUD - A FILM ABOUT THE PIXIES.


Existem aquelas bandas que você escuta uma vez e sabe que elas vão ficar para sempre em sua vida. E que cada vez que você escutar, sentirá o mesmo tesão da primeira audição. É verdade. E Pixies é assim comigo. Ainda lembro do som barulhento saindo do quarto trancado de meu irmão, e eu pensando, meu Deus, o que é aquilo! Aquilo era perfeição, é perfeição. Era “Surfer Rosa”, o primeiro disco dos Pixies sendo tocado em alto e bom som no quarto do meu irmão via uma fita cassete. Você lembra das fitas cassetes? Então, depois essa fita foi entregue às minhas mãos, e então uma das melhores bandas do mundo se apresentou para mim, estava sendo apresentada para mim.
Durante o tempo em que ficaram juntos, o Pixies não teve uma grande popularidade, mas o som que deixaram se tornou uma incrível  influência para milhares de músicos que viriam a surgir, e milhares de garotos que viriam a descobrir o Rock.
E foi nessa semana passada, por via link de Paola Rocks que encontrei o documentário LoudQuietLoud, produzido na volta que a banda fez aos palcos depois de terem se separado, deixando um buraco nunca preenchido no mundo da música.
LoudQuietLoud mostra a turnê que a banda fez, o processo de ensaios, e mostra quatro pessoas tão diferentes juntas ( a sorridente Kim, o desconfiado Joey, o sempre sério Frank e o animado Dave) depois de tanto tempo fazendo aquilo que nasceram para fazer; o bom e velho Rock and Roll. Dentro disso os diretores do filme vão tentando silenciosamente traçar um perfil dos integrantes da banda enquanto estão juntos, e como foi quando estavam separados, e entre isso, os Pixies nos palcos tocando as perfeitas canções que produziram.
Para um fã da banda como eu, ver os caras em ação mesmo que na tela do computador é um prazer, e poder ouvi-los falando de como foi à separação, suas vidas depois disso e o entusiasmo para voltar aos palcos é algo maravilhoso. Posto então aqui para vocês o documentário encontrado no youtube completo. O único problema é que não tem legendas, mas mesmo assim se você só arranha um inglês como eu, vale a pena conferir.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MAIS UMA QUEDA DE UM GRANDE IDIOTA.




O grande Lobão é show mais que esperado nessa cidade Fortaleza, muito mais agora em que está com um show “tratorizante”, pesado de guitarras rock. E ele o está fazendo hoje aqui na cidade, e eu não pude ir porque não fui um bom menino nesta vida, e não fiz minhas lições direitinho como todo bom garoto deve fazer. Azar. Azar o meu. Perder esse que sem dúvida alguma é um dos melhores letrista do Rock brasileiro, e o melhor, da geração 80 que ainda continua produzindo até hoje. "A Queda" é mais que exemplo disso, é fato, uma das melhores do lobo. Vai ela para dar um certo ânimo à esse fim de sexta e para o fim de semana que será uma grande merda. Azar. Azar o meu.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

UM BOM INVERNO PARA VOCÊ.



Bon Iver (junção de duas palavras francesas bon e hiver, que significam bom inverno) é uma banda de folk formada em Winsconsin. Lançaram pela Virgin Records em 2008 o maravilhoso e intrigante álbum “For Emma, Forever Ago”, um dos discos mais bonitos que ouvi nestes últimos tempos.

Conta-se que o disco surgiu de um processo de isolamento que o vocalista Justin Vernon passou em uma cabana em algum lugar remoto do Winsconsin. Trancado, Justin compôs e produziu sozinho todas as músicas do disco.

De uma forma emocionada, Vernon canta ao som de poucos instrumentos músicas belas e sensíveis. Uma das mais belas é definitivamente a que dá título à obra, onde o vocalista canta uma intrigante e misteriosa letra em uma música extremamente bem composta, onde a melodia dos instrumentos flutua por seu recinto enquanto você ouve.

Calmo e bonito, “For Emma...” é um daqueles discos que você vai degustando aos poucos, descobrindo aos poucos, e logo se torna uma paixão para ouvir em qualquer momento do dia.



Para fazer download de For Emma... Aqui.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ENIGMA.

Vic Sage é um homem que caminha em dois mundos; o mundo que bem conhecemos, e o mundo espiritual. Isso lhe proporciona enxergar coisas que os outros não conseguem com tanta facilidade. Vestindo sua mascara, Vic se transforma no “Questão”, um homem sem rosto, um enigma à ser desvendado, um anônimo, um homem invisível, assim, podendo observar as mazelas de uma cidade completamente entregue e destruída pela corrupção. E tendo sido chamado por essa cidade, recebendo o chamado de uma cidade prestes a ser derrotada por um grupo chamado “Os Subterrâneos”, que tem como trabalho a distribuição de drogas perigosas e fortes, o controle de prostitutas e a venda ilegal de órgãos humanos, Vic Sage, um repórter durante o dia, o Questão quando se mascara, trabalha para tentar livrar a cidade de Metrópolis de sua falência.
Personagem que há tempos atrás foi muito bem escrito por Dennis O` Neil, foi trazido a uma volta pela dupla Rick Veith e Tommy Lee Edwards. Dessa vez fazendo uma viajem a cidade de Metrópolis que tem como guardião o super cara Super Man. Lá, o misterioso repórter Vic Sage tenta a todos os custos usando os punhos do Questão livrar a cidade dos males que vivem em seus subterrâneos diários. Veith conta essa estória em vezes de uma prosa quase poética com as cores e os desenhos de Edwards que às vezes parecem colagens muito bem feitas.
As scans que foram trazidas pelo grupo The Centurions, e parece inicialmente postadas nos blogs Quadrinhos Inglórios e Gibiscuits, agora também pode ser encontradas no "Espaço Vertigem" em seis edições intitulada “O Demônio Está nos Detalhes”.
Para baixar as seis edições de o Questão, clica aqui e aqui.

domingo, 9 de outubro de 2011

THE ROCK HORROR ZOMBIE.



Saca aqueles discos que não importa quanto o tempo passe, você sempre os escuta como se fosse uma primeira vez, e se impressiona com os acordes e as sonoridades, e fica perplexo por aquele refrão marcante?

É claro que você sabe disso, é claro que existe um disco assim para você. Comigo, existem vários, e "Famous Monsters" dos Misfits é um deles. Lançado em 1999, escuto Famous Monsters e os Misfits dês dessa época, sempre com espaços entre cada audição que quando começam tornam-se repetitivas, e sempre sabendo que este é o disco que sempre vai estar lá quando eu precisar escutar um bom punk rock.

The Misfits foram praticamente os criadores do Horror Punk. E com músicas pesadas e rápidas com letras sempre fazendo referências diretas a filmes de terror b, influenciaram muitas bandas tanto de punk quanto de metal. O próprio Metallica foi uma dessas bandas.

Tiveram diversas formações e parece que o mais recente trabalho foi lançado em 2003. Já faz um tempo, e tenho que confessar que ainda não ouvi. Mas Famous Monsters é um desses discos que sei que sempre vou ouvir, mesmo quando estiver velho, sei que ainda vou bater cabeça e cantar músicas como “The Forbidden Zone”, “Lost in Space”, “Dust to Dust”, “Saturday Night” ou “Scream!” E no dia em que eu tiver velho demais para ouvir isso, quando já não sentir mais vontade de escutar músicas assim, saberei que realmente algo está errado, muito errado, diferente do normal.


Para fazer download de Famous Monsters dos Misfits, aqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SABES OS ADULTOS? AQUELES QUE NUNCA SEREMOS.

Balelas


Caminha ao meu lado. Não te afastes. Cuidado meu menino. As ruas estão armadilhadas. Procura, meu pequeno. Não enfiar um pé. Sobre a linha sombria. Entre as pedras da rua. Senão é o inferno. Não tenhas dúvidas. Agora e para sempre. Não se trata de histórias. Não são balelas. Cuidado com o abismo. Junto ao esgoto. Só as crianças. Sabem evitar. Estas malditas fendas. Que nos fazem tropeçar.

 

Sabes que os adultos. Aqueles que nunca seremos. Seguem os seus sapatos. Sem mais nada olharem. Sem hesitarem um pouco. E assim nos calcarem. Só porque nos amamos. E não vivemos como eles. Cuidado com os grandes. E o seu calçado.

Não abras a porta. Está lá o lobo. Não o faças sair. Do fundo da toca. Não vá ele comer-nos. Ao ver as nossas caras. Nós que nele acreditamos. Só as crianças sabem amar. Os lobos pretos ou brancos. Que nos fazem tremer. Sabes que os sábios. Aqueles que nunca seremos. Desprezam por norma. Os cães sem coleira. Preferindo até as ovelhas. Que cegas seguem o rebanho. As ovelhas que se ajoelham. Para melhor comerem.


M.

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Depois de passar acho que mais de um mês sem postar em seu blog, uma das melhores vizinhas que você pode ter (embora todos os vizinhos sejam extremamente irritantes), a misteriosa M voltou com força total a postar em seu O Meu Vizinho É Pior Que o Teu. E com este texto certeiro e outros que tem postado recentemente, dá para realmente ver que a moça voltou, como dizemos aqui na terrinha, de com força. É continuar de olho em suas produções.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PURA EXPLOSÃO.


Eram os anos 70, e Joan Jett perambulava pelos bairros Rocks da cidade onde morava tentando encontrar alguma diversão. Aprendia a tocar guitarra elétrica em um mundo na época em que muitos acreditavam que garotas foram feitas para tocar desplugado. Joan ia contra isso, queria tocar guitarra elétrica, fazer distorção, criar barulho neste velho e sempre bom Rock and Roll. E quando conheceu o produtor musical Kim Flowley e foi apresentada para Sandy West que colocou para frente sua vontade de montar uma banda só com garotas. Em 1976 com Cherry Curry nos vocais, Joan e Lita Ford nas guitarras, Sandy na bateria, e Jackie Fox substituindo Micki Steele - a primeira baixista da banda, formou-se The Runaways. No som, guitarras barulhentas Hard com bons solos, e a barulheira do Rock. As letras não vinham sobre emancipação feminina, feminismo ou algo do tipo, e sim sexo, libido, e a vontade de estar onde os garotos estavam, lutar onde os garotos lutavam. A primeira bolacha foi lançada em 1976, e de sua forma riscou sua marca no Rock fazendo barulho, pregando libido e diversão.

Aqui, as garota em ação em uma apresentação em no Japão em 1977. "Cherry Bomb" já tinha virado hit fácil de cantar. Elas eram explosão.



Para fazer downoad do disco The Runaways de 1976, o primeirão, aqui ó.