sexta-feira, 29 de abril de 2011

SOBRE O MAU HUMOR DE CADA DIA.

Não sei qual é o problema. Quer dizer, eu sei qual é o problema. O problema sou eu. Sempre fui um cara mal humorado, talvez seja um traço de minha personalidade, talvez seja uma doença, de toda forma, não me importo muito. Também sou um cara com um sorriso fácil, é fácil retirar um sorriso e uma gargalhada minha. Claro, quando a piada, a estória é boa e bem contada. Um lance é que não existem muitas boas piadas hoje em dia no humor Brasileiro. Pelo menos não para mim, mas como disse, eu mesmo não sou um cara bem humorado.

Tem sido estranho perceber uma leva de humoristas neste país triste em que vivemos. É estranho mesmo para mim que vivo em uma cidade que é constantemente citada e conhecida por ter bons humoristas que vez ou outra mudam para a cidade grande, em sinal de que “venceram”. É, Fortaleza é uma terra de gente pobre porem moleque. Molecagem que às vezes nos faz caminhar para uma estrada errada, é só ver os políticos que elegemos como vereadores, deputados, prefeitos... Mas sim, Fortaleza é uma terra onde existem muitos humoristas. Humoristas fazendo piadas bobas que nos fazem rir, humoristas criando situações do ridículo que fazem as pessoas gargalharem. E eu gosto disso. Se existe algo que me faz rir talvez seja isso, algo tão bobo, mas tão bobo, que sem ter o menor sentido me traz um riso aos lábios. Deve ser por isso que aos domingos à noite ligo minha TV e assisto a um programa nada cultural, besteirol puro, totalmente negado pelos intelecta de plantão. Eu assisto, e gosto. Gosto de ver as assistentes de palco gostosas de bunda de fora fazendo absolutamente nada, apenas rebolando a bunda. Alguns dizem que é a superexposição feminina. Eu digo foda-se, não me importo em nada, veja em que país você vive, e o que você realmente compra. Gosto dos quadros com situações ridículas e piadas ridículas com imitações muitos boas de celebridades e “astirtas” brasileiros metidos a fodões. Isso me faz rir. E é exatamente isso que os intelecta negam, mas eu sei que às escondidas assistem no você entuba quando estão sozinhos em seus quartos. Por que em grupo apenas citam humor feito por programas de “humor inteligente”.

Minha TV ruim não pega a Band. É uma pena, porque sei que vez ou outra eles passam filmes bons lá, mas também é um tipo de sorte que me faz ter menos um canal para fingir que assisto. E não, não pago TV. O fato de não ter a Band me fez não assistir certo programa de “humor inteligente” que apresentam por lá. Mas a bendita internet traz coisas até nós mesmo que não queremos ver. Existe gente que acha que isso aqui é humor. Eu não. Existe gente que acha que isso aqui é humor inteligente. Eu não acho porra nenhuma, acho um puta desrespeito, na verdade fico é com um puta mau humor gigantesco quando vejo coisas como essas. Para mim humor ou é negro, ou seja, eu rir de um cara sendo esmagado por um caminhão em um filme, ou o humor é burro, eu rindo de um cara levando uma torta na cara ou caindo no chão depois de um tropicão.

É estranho perceber esse “tsunami” de humoristas que existem hoje em dia no Brasil. Deve ser no mundo inteiro. Fico me perguntando de onde esse povo todo tira tanto bom humor pra levar para os outros, e no porque fazem isso. Humorista no Brasil deve ter sido tipo, “a profissão do futuro” há uns 10 anos atrás, devem ter ensinado isso nas escolas. Eu como sempre estava dormindo e perdi essa aula. É foda, menos uma oportunidade de vencer na vida sendo um cara bonitinho e legal pra caralho na TV ou nos palcos da vida. Mas eu sei que eu nunca serei algo assim. Tanto pelo meu mau humor diário que sempre me acompanha quando acordo, quanto por saber que sempre serei este cara que caminha do lado escuro da rua, porque prefere isso, não para dar uma de cool loser, mas porque isso é o que me faz ser eu.

Eu sempre serei este cara que anda fodido por aí, não por não querer o que os outros querem, mas simplesmente por não conseguir isso.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A CIDADE DO PECADO.

Dizer que Frank Miller é um dos roteiristas mais geniais do mundo dos quadrinhos, é falar aquilo que todo mundo que gosta realmente de HQS já sabe. O homem é criador de ótimas estórias recriando personagens como Demolidor, Batman e outros, além de ter criado seu próprio mundo com sua própria linguagem e modo de escrever e desenhar nos quadrinhos. A prova mais que real disso éSin City”.

Em “Sin City – A Cidade do Pecado” Frank Miller trouxe a estória de Marv, um ex boxeador durão que já fez de quase tudo na vida em questão de matanças, e sua frenética e excitante procura por vingança pelo assassinato de Goldie, um anjo que a vida lhe trouxe e que levou em instantes.

A procura incessante por vingança repleta de ódio se transforma em uma matança desenfreada em uma cidade totalmente tomada pelo caos, violência, corrupção e maldade, a cidade que é Sin City. E coloca Marv, este anti herói marcado, - arquétipo do perdedor que sobrevive por ser durão demais para morrer em qualquer esquina, em contato com assassinos mais cruéis e loucos que poderia imaginar.

Tendo sido levada com muito respeito e responsabilidade para os cinemas por Robert Rodriguez, A Cidade do Pecado foi filmada entre outras estórias como uma das melhores adaptações de HQs já feitas para os cinemas. E assim como no cinema, o filme foi feito para ser visto em uma sentada, nos papeis (ou scans) a estória foi escrita e desenhada para ser lida de uma vez só, sem parar, até o fim das matanças chegarem.

Para download de Sin City – A Cidade do Pecado aqui.

domingo, 24 de abril de 2011

WELCOME TO FABULOUS LAS VEGAS.

Comecei a me interessar pelo som solo de Brandon Flowers assistindo o vídeo de “Crossfire”, primeiro single do disco “Flamingo”. Ficava vendo aquelas cenas onde Charlize Theron manda ver karatê em ninjas para salvar o jovem sempre metido em problemas. Difícil não se apaixonar por Charlize Theron, ainda mais em um desempenho desses. Então depois de ver o vídeo uma dezena de vezes, resolvi baixar o disco.

“Flamingo” é o primeiro disco solo de Brandon Flowers, o jovem que já manda ver com sua banda “The Killers”. E bem diferente do som que faz em sua banda, em "Flamingo", o cantor se apresenta em um disco bem mais contido em relação a guitarras. Não é um disco pesado para ser considerado puro Rock and Roll, mas não tão pop para entrar em moldes totalmente convencionais. Flamingo é um disco de boas músicas onde Flowers canta sobre, por exemplo, o lado meio sem sorte e triste de Las Vegas, cidade onde o cantor parece existir melhor. Uma boa pérola do disco em minha opnião é “Welcome To Fabulous Las Vegas” música que deveria dar titulo ao disco, onde Flowers canta “Welcome to fabulous, Welcome to fabulous Las Vegas, Give us your dreamers, your harlots and your sin. Las Vegas. Didn't nobody tell you the house will always win?citando o velho ditado que fala que não importa como você sai de um cassino, a casa sempre ganha, sempre irá ganhar você.


Fazia um tempo que não escutava um disco tão tranquilamente como este, faixa por faixa repetidas vezes, tentando entender como o disco foi formado, como foi composto. Nos dias atuais, pouco fazemos isso, descobrir uma obra de maneira calma tentando aproveitar cada detalhe. E tem sido bom escutar “Flamingo”, que horas tem uma pegada anos 80 como nas músicas “Swallow It”,” "Jacksonville" e “Right Behind You”, música que me lembra alguma coisa Morrissey.

Para quem ainda não conhece este trabalho solo do Killer Brandon Flowers, faça download do disco Flamingo aqui.


domingo, 17 de abril de 2011

O PESO DE UM HEMISFÉRIO.


Esquenta o coração refeito
Espero poder te tocar
O que havia entre nós dois foi
Tiroteio e espinho canção
Eu cederia aos teus pecados
Se acaso quisesse chorar

E eu escreveria os mesmos passos
Só me salvo com a arma na mão.


Pesa mais que um hemisfério
É usar o teu vestido
Te trazer pra perto
Bordar as tuas iniciais
No cais dos meus braços
.


Liberdade pra quem queria
Só suas grades e tua avenida
A falta é irresponsável,

Se for pra te incendiar
Deramo essa chuva
Divido o rio que eu tiver
Esqueço a cidade que queima depois.

Você fingindo ser doloroso
E eu lembrando do céu
Do mesmo abismo que vim, voltarei
Baculejado de dor e de tempestade
De tempestade
.

____________


Ganhar o DVD Vanguart Multishow Registro foi como ganhar um novo brinquedo. Me sinto realmente uma criança redescobrindo as músicas do primeiro disco da banda que dês que foi lançada para um público maior, sempre são tocadas neste lado de cá, e descobrindo músicas que ainda estavam como inéditas até hoje. “Hemisfério”, entre outras, pegou fundo, como quase todas as músicas da banda dentro de mim. Vanguart é minha banda Brasileira predileta dês que surgiu, e até nos dias de hoje, consigo me surpreender com as músicas, encontrando um tom ainda não prestado atenção, uma corda, um solo, um pedaço de uma melodia, uma letra, um significado ainda não compreendido ou ainda não identificado até hoje. Tô tentando escrever uma resenha para mandar pro blog da e. mas às vezes simplesmente não consigo falar muito bem sobre as coisas que mais gosto, que mais falam sobre mim.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

AMAR É...


Have you ever been in love? Horrible isn't it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life...You give them a piece of you. They didn't ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn't your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like 'maybe we should be just friends' turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It's a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.

Neil Gaiman (The Kindly Ones)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Em Outro Espaço (Vertigem).

Ano passado permaneci por um tempo com uma fixação gigantesca por quadrinhos. Gosto muito, já escrevi textos aqui falando sobre. E me deu uma idéia de criar um blog com meu companheiro Ed - o Vórtice sobre o assunto, onde colocaríamos os links de HQs que lemos e gostamos e textos sobre. Quis fazer isso com o Ed porque ele é um cara que está anos luz de mim em conhecimentos sobre quadrinhos, e porque também temos gostos bem parecidos nas leituras. Mas a idéia babou, não deu certo. Foi mesmo na época em que alguns blogs estavam sendo denunciados, fechados, e seus donos recebendo ameaças de processo, coisas loucas assim das editoras ou sei lá quem mais. Ficamos meio receosos, e eu também por problemas não iria poder me dedicar ao blog. Paciência.

Um negócio engraçado nesta vida é que você não tem uma idéia sozinho, e acho que na mesma época que queria criar este blog e que vi que não iria rolar, descobri o Espaço Vertigem, blog do Bill Carson. O blog é bem parecido com o que nós tinhamos em mente, Carson não trabalha digitalizando scans, ele só pega o links do que baixa, resenha a HQ e posta em seu blog.

Recentemente fui convidado por ele via e-mail para escrever por lá, e dês do post sobre uma edição de Sin City e 100 Balas que ele já colocou lá, estou preparando uns textos sobre HQs que tenho lido para postar. A sorte é que gostamos de coisas bem parecidas como Hellblazer, Jonah Hex... E isso vai facilitar. Vamos ver como vou me sair tentando resenhar e escreve sobre HQs. Se não der certo, paciência, minha cabeça e criatividade já não são como antes.