quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

EMBORA.


Eu ia fazer um texto com a lista dos 10 melhores filmes de 2011, mas então lembrei que neste ano só fui ao cinema quatro vezes. Coisa estranha e que esta ficando cada vez mais normal em minha vida, eu me distanciar daquilo que realmente gosto de fazer. Dá para ver por este blog, que praticamente abandonei neste ano, com falta de assunto, reciclando textos postados em outros lugares e poemas velhos que já foram publicados em outros blogs. É companheiros, é a vida, vamos envelhecendo e a força vai diminuindo. Só não pensei que seria tão rápido.


Vejo como estranho sentir que se chegou em um ponto em que não se pode ter mais as coisas que almejou, aquilo que achava que teria um dia, que coisas iriam mudar, que eu iria mudar. É estranho sentir que um tempo para ter certas coisas já não existe mais, como se eu fosse velho demais para tentar algumas coisas, ter certas experiências. Chega a ser dramático e ridículo sentir que estou passado demais, que o tempo foi embora. Mas realmente, o tempo foi embora.

Ele vai se distanciando e eu vou me distanciando de mim mesmo, sentindo menos vontade de fazer as coisas que me dão prazer, de me tornar alguém que me dê mais prazer. E o cinema parece que foi em uma dessas. Diferente de outras épocas em que quase todos os fins de semana ia ao cinema, neste ano fui apenas quatro vezes. O lance foi de nessas quatro vezes ter visto quatro bons filmes. “Um Lugar Qualquer” de Sofia Coppola, “Bravura Indômita” o faroeste dos irmãos Coen (que diga-se, bem foda, e eu nunca tinha tido  oportunidade de ver um western no cinema), “Contágio” de Steven Soderbergh, e “Atividade Paranormal 3”.  Bons filmes. Não que vi apenas isso durante o ano inteiro, mas o resto ficou por conta dos downloads e tela de computador.

Neste 2011 o cinema de terror me foi bem mais atraente que qualquer outro. Acho que resultado do meu convívio diário com Ju Lopes, e o convívio de um mês com o grande Carlos Primati. Dos filmes que vi de terror nenhum foi lançamento, mas se posso citar, digo dois, “Mártires” de 2008 e “Abnormal Beauty” de 2004 (que aqui no Brasil veio com o subtítulo Desejos Mortais). Quem gosta do gênero, assista que vale.

Em música e livros... Acho que devo ter ouvido uns dois discos lançado este ano, o do Tom Waits e Vanguart são exemplos que ainda estou digerindo, mas ter descoberto Sarah Jaffe e Bon Iver foram os presentes. E claro, continuar descobrindo o mestre Dylan que é sempre bom.
 
Nos livros não consegui bater o número de lidos ano passado. Li 69, esta numeração tão erótica. Talvez “Meridiano de Sangue” tenha sido o mais fodão, mas não sei. A literatura ainda não publicada por editoras talvez seja a que tenha mais me chamado atenção neste ano. O fato de ter descoberto a literatura do Diego Moraes, Camila Fraga e Mafalda Sofia Gomes, foram um dos pontos altos falando em literatura de 2011, esses me inspiraram com sopros bons literários.
Em um ano escrevi uns três contos que consegui dizer; acho que consegui. E nenhum poema que me lembre agora que tenha dito isso. Paciência.
De resto, 2011 foi mais um ano como tanto outros. É o tédio de todos os dias. É a procura por um trabalho decente que nos deixe ricos. É nunca encontrar. É enriquecer sem precisar trabalhar.

Nós vamos continuando então, enquanto o mundo não acabar por completo.











segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

QUANDO O REI PASSA.




Vi via companheiro @brunofrika o link para este vídeo da música "The King rides by" de Cat Power, música originalmente gravada no disco “What Would the Community Think de 96, disco que tocou muito por aqui. Nessa nova versão, Cat Power se reinventa como ela mesma sempre faz, mandando uma música bem mais longa que a original e com efeitos de guitarra e batida diferente, tirando o lado melancólico que dá tanta beleza a canção original. Ainda tô digerindo o som, já acostumado com a versão original que é uma das minhas prediletas do disco de 96.

Parece que Cat Power já tá com disco novo pra sair ano que vem.  E por falar em ano que vem, já estamos no fim de 2011, que sei lá, foi mais um ano parecido com todos os outros. Se em 2012 não acabar tudo como muitos dizem, nós voltamos tentando fazer algo.

sábado, 17 de dezembro de 2011

TEU ÓDIO É MINHA HERANÇA.


Não me lembro de muitas coisas de minha infância. O passado passa e leva com ele pedaços do que se foi. Eu deixo que ele leve, eu deixo que ele apague em mim o que fui um dia. Já não sou mais aquele garoto que ria quando não sabia o que fazer, já não sou mais aquele que perguntava aos outros se tinha que sorrir quando tirava fotos. Não sou aquele. Eu já não dou mais sorrisos quando não sei o que fazer.
Não me lembro de muitas coisas na minha infância, existem pequenos vestígios, pequenas recordações soltas. Uma das lembranças é dos filmes de faroeste que meu pai assistia, e que eu assistia junto com ele. Filmes preto e branco com carruagens e índios e cowboys. Esses foram os filmes que assistia com meu pai quando era pequeno. Esses são os filmes que ainda assistimos, mesmo que não mais juntos.


Eu e meu pai seguimos caminhos diferentes. Ele dentro de seu jeito sério e ar calado caminhou na estrada que construiu, ou que foi ofertada a ele pela vida. Vivemos juntos mais já vivemos afastados muito um do outro. Eu dentro de meu jeito sério mal humorado, dentro de meu silêncio de quem nunca sabe ou têm o que dizer, vago sem rumo procurando uma estrada para caminhar. Estrada que cada vez parece mais distante. Eu e meu pai, mesmo juntos vivemos vidas opostas, por escolha, gênio, limitações. E ainda hoje assistimos filmes do velho oeste que nunca existiu.
Lembro na infância de vários filmes assistidos na TV. Depois as várias fitas de vídeo alugadas nos finais de semana. Quando eu era pequeno meu pai só alugava filmes de cowboys. Hoje eu já “adulto”, meu pai compra filmes no bom piratão, filmes de cowboys. Ele traz os filmes para casa, e depois de assistir sempre me passa uns bons bang bang para ver. Isso de ver filmes de faroeste nos dias de hoje pode parecer demodê, mas é algo que ainda faço com gosto, sentindo prazer em ver um tempo que nunca existiu.


Mesmo caminhando juntos, eu e meu velho estamos afastados porque nunca soubemos dizer um ao outro o que sentimos um ao outro. Vez ou outra algum sentimento sendo mostrado, alguma palavra, algum sonho não realizado que ele ainda espera realizar, e que provavelmente nunca irá. Nós sabemos que nos amamos, mas não sabemos falar isso um ao outro. Bem ao estilo de homens durões de filmes antigos, tudo se mostra no olhar.
Enquanto existir faroestes antigos e novos, continuaremos assistindo faroestes, homens durões que cavalgam em meio a um deserto, homens que falam com o olhar. Eu e meu pai. Mesmo que não assistindo juntos na mesma TV, ele sempre vai me passar uns bons filmes depois de assistir.


Diário - Quinta – feira 12/11/2009 18:38

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

INVENTANDO POESIA.



O Pai – Uma Livre Perversão” é produção dos novos realizadores de áudio visual dessa terra Fortaleza Cidade Solar. Dirigido por P.h Diaz, tem no elenco Fernando Saldanha e a poeta Patrícia Lopes. O curta com pouco mais de três minutos de duração ficou muito bom, e não sei se é só viajem minha, mas me remeteu ao cinema brasileiro do final dos anos 70 e anos 80.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PUMAS.

Todos os barulhos que são formados na rua

Transformam-se em cama e travesseiro

Para quem sabe um sono futuro.



O sol por sua vez nasce contra crepúsculo nublado

Acima de minha cabeça,

O vento traz cheiro de irmã puma incestuosa

Que se esconde na parte baixa do inconsciente.



Meu peito aberto é campo de guerra

Meu coração frágil é alvo fácil.



(De teus olhos estrelas nascem mortas

E de teu peito pássaros cantam tristezas)



Minha melancolia é derramada lentamente pela casa

E em meus olhos cristais de sono são formados.





30/09/05 – 06:15

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

HOMEM DE MUITAS VIDAS.


Um jovem que tinha muito a dizer com seu violão. Era 1962 quando Bob Dylan (nascido em Minnesota como Robert Allen Zimmerman) lançou seu primeiro disco, onde sem banda alguma, Dylan cantava seu Folk Blues apenas com seu violão e gaita. Talvez na época não imaginassem que o jovem que lançava um disco com apenas duas músicas próprias ("Song to Woody” e “Talkin' New York”) se tornaria um dos grandes cantores e melhores compositores da América, escolhido em 2004 pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles. Sim, o jovem tinha muito a dizer, e o fez, e continua até os dias atuais graças aos deuses, e é triste pensar que um dia irá parar de fazer isso. Bob Dylan teve muitas vidas, e neste seu disco de estreia estava apenas começando uma delas.
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Aqui Dylan em 1963 cantando “Man of Constant Sorrow”, talvez a música mais bonita de seu disco de estreia.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ABISMOS.

Diego Moraes soltou um link e disse; “A escritora mais barra pesada da internet.” Se referindo à escritora Camila Fraga. Então eu fui ver, queria ler isso. Me conectei ao blog e encontrei:
Vou devorar o diabo e deixá-lo em carne viva.
abrir os portões do inferno
e injetar adrenalina pra não dormir.
o mundo me faz mal,
mal pra caralho.

Pensei, é, é barra pesada mesmo. Passei a barra e encontrei mais

Amar é foda

na cama dele o
cheiro de outras bucetas
na minha o meu cheiro
essa eterna solidão
um jazz ligado no rádio baixinho
tento não pensar em porra
nenhuma
acendo um cigarro no banho
e deixo as cinzas caindo
em meus pés
na cama dele o
cheiro de outras mulheres
o cheiro delas talvez nunca
saia.
eu ainda ligo um tanto
pra isso
eu ainda me importo
que eu não seja a única
eu sempre vou
me importar.


Realmente, Camila Fraga se mostrou umas das escritoras mais barra pesada, perigosa que encontrei na internet nestes últimos tempos, sua poesia vai do delicado e forte ao falar das desilusões dos dias e das solidões nossas de quase todas as horas, ao violento necessário falando da falta de bons olhos a enxergar este mundo cão em que vivemos. Em seu blog, Camila tem colocado uma porção te textos daqueles que você solta um suspiro por ter encontrado boa literatura enquanto está lendo. Coisas que batem no fundo da alma guardada em cantos escuros do corpo. Textos poderosos e certeiros com os quais tenho me identificado fortemente. Camila escreve com uma violência poderosa sobre seus abismos internos, como se jogasse sangue na tela do computador enquanto posta seus textos. Camila escreve com um sangue marejado à cigarros e uísque em seus poemas, e isso é bom de ver, bom de ler uma escritora sem firulas mandando uma boa literatura hoje em dia. E difícil não se identificar.

a maioria das noites eu durmo às quatro da manhã. ou até mesmo lá pelas seis, quando o dia quase diz que vai amanhecer, mas a porra do sol nunca desce antes das oito e meia da manhã. tenho tido problemas com a droga do sono. fico pensando em merda antes de dormir. eu trouxe uns livros comigo, a maioria eu já li e depois perdi o saco de ler qualquer coisa. tenho escrito pouco. uns poemas ruins pra diabo que às vezes eu digito antes de tentar pegar no sono, lá pelas 4. eu deito e fico tossindo pra valer. essa tosse nunca vai passar. tô há quase 3 semanas com ela. é a minha única companheira. perdi o cabo do meu mp3, não sei como tô conseguindo sobreviver sem abstrair do mundo. é uma merda entender todas as conversas em espanhol. todo mundo conversa sobre as mesmas merdas, num importa o país. às vezes sinto vontade de comprar uma vitrola e ficar horas ouvindo uns punks espanhóis bem fudidos, mas não tenho dinheiro. só resta sentar nesse sofá fedorento da sala, ligar a tv e assistir friends e two and a half man em espanhol e comer um miojo frio que deixei na geladeira de ontem.
 Este e outros textos de Camila, lá no blog da garota.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

LUZ.


Acordou no meio da noite e percebeu que um ser luminoso estava ao seu lado, um ser nunca visto por ela antes, que expandia uma luz confortante. Estranhamente não se assustou, mas pensou que por causa da luz expandida não conseguiria voltar a dormir. A luz por sua vez era um tipo de energia tão confortável, que logo adormeceu e dormiu o sono daqueles que merecem, acordando no dia seguinte revigorada e muito mais alegre.

Muitas de suas colegas de trabalho a perguntavam o segredo de tanto bom humor e disposição, cogitando até algum romance, mas ela com um sorriso apenas, guardava para si o segredo noturno.

Assim foi durante meses, acordava no meio da noite com a estranha luminosidade, percebendo que o ser expandia cada vez mais luz ao seu lado na cama, e logo voltava a dormir tranqüila.

Mas depois de meses acontecendo isso, numa noite acordou como de costume e notou que nenhum ser estava ao seu lado, só a escuridão tinha voltado a lhe fazer companhia. Nenhuma luz a seu lado existia.

Hoje, não conseguindo mais dormir no escuro (todas as luzes da casa ligadas), vive perturbada com uma crise crônica de insônia.

31/08/05 – 01:42

sábado, 12 de novembro de 2011

SUBURBAN NATURE.


Sarah Jaffe é uma loirinha linda de olhos verdes matadores vinda de Denton, Texas. Lançou seu primeiro Ep em 2008 e em 2010 lançou “Suburban Nature”, disco com 14 canções produzido por John Congleton, que já produziu artistas como Explosions in the Sky.



Com uma levada folk, Sarah manda músicas calmas, melancólicas, e algumas com certo tom dramático, mas todas boas de ouvir. “Suburban Nature” já te ganha na primeira faixa com uma pegada bem boa "Before You Go". "Stay With Me" é aquela música calma, com uma construção interessante que fica na sua cabeça depois de ouvir, assim como "Clementine". Depois daí, pode-se dIzer que o disco já te ganhou, e continuar ouvindo é fácil, fáci


Pra ouvir “Suburban Nature” aqui ó.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

SEREIAS DE BENGALA.

A história da humanidade não é a história de um tremendo equívoco. Fazemos o melhor que podemos. São poucos os que podem amar, dividir, compartilhar sabedoria e bens materiais. Mas isso não quer dizer que os que não conseguem fazer isso, as chamadas virtudes, estejam errados. Eles simplesmente não conseguem.



Certa vez a minha criatividade me deixou. Deitado na banheira cheia d’água, eu via as minhas pernas. Massas de carne e pêlo envelhecidas e maceradas pela espuma. Então eu tive uma idéia. Me penteei. Pus um terno, enlacei os sapatos e fui para a esquina de uma igreja. Eu esperava as pessoas saírem e… Não, não era aleatório. Sabe quando você vai a uma lanchonete e olha a lista? O que você quer comer já está decidido minutos antes de você entrar na lanchonete. A tabela apenas funciona como a bacia de Nostradamus, uma carta astral. Eu escolhia as pessoas assim, mas elas tinham um perfil, ou possuíam um tipo de composição. Depois, eu seguia a pessoa uns três dias. Era tão bom nisso que eu parecia um balão.


Quando eu não dependia de dinheiro para escrever, as idéias fluíam com facilidade. Passava a maior parte do tempo deitado, lendo ou assistindo TV. Eu tinha tempo, ou melhor, eu não tinha preocupações – eu criava quando queria, estados de tensão criativa – milimetricamente controlados e limpos. Mais tarde, existiria o aluguel para pagar, as mil contas, o divórcio, a criança insatisfeita, o trabalho desgastante cujo prêmio seria o sono de vinte e cinco dias. Não conseguia mais escrever. O bloqueio vinha não de dentro, mas de fora. Este tipo de ambiente não proporcionava um solo fértil para as idéias. Um centelha surgia e logo se apagava, tudo morria de forma leitosa, não aparecendo bem no papel – uma droga. Então decidi que se as idéias não surgiam de dentro surgiriam de fora, seriam fisgadas no mundo. Funcionou. Provocava a criatividade com os assaltos a mocinhas indefesas, a coroas robustas, todas aquelas abordadas no meio do caminho e pelas encostas das seis e meia. Lencinho. Luvas, sapato bem amarrado.


Não existe nada no universo que não seja um grito. O universo está em grito. Apenas feche os olhos. Estados de grito. Dá pra escutar. O barulho da água cozinhando é um grito abafado, o da criança nascendo um grito aberto, o dos homens trepando e o da máquina embolada entre fios. Os pássaros não cantam, eles gritam; quem inventou o canto dos pássaros foram os pintores.


Se eu continuo a escrever como antes? Tem gente que diz que eu não tenho mais a mesma pegada. Mas o passado não está localizado no tempo e sim no evento. Eu ainda sou o antes. De qualquer forma descobri de uma vez por todas o que realmente me fez vir ao mundo: descriar para criar melhor, mesmo que não seja eu, a frase: Um dia isso acaba.

Jorge Cardoso

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Jorge Cardoso nasceu no Rio de Janeiro, vive em Umeã na Suécia há um tempo que não sei dizer, trabalha nos correios, escreve. Como escritor, descria o que já existe para recriá-lo de uma forma diferente, como quem destrói uma obra para recriá-la de sua própria forma. E a obra que Jorge Cardoso usa para sua desconstrução criativa é a vida, um tipo de cotidiano, e a partir daí ele cria seu mundo, um outro mundo criado por palavras provocadas da criatividade que vem de fora para dentro. Jorge Cardoso retira do que vê para recriar em seu papel o que quer ver, o que gostaria, ou o que não tem vontade. Sereias de Bengala, sua mais recente obra, é um livro que assusta. Não só pela forma em que foi escrito, mais também pela fantasmagoria que permeia todos os contos cortantes de frases por vezes rápidas e retidas. Resolvi ler o livro depois que li este prefácio matador aí em cima que Jorge escreveu, e não consegui parar. Difícil sair ileso dos contos de Cardoso, difícil não se identificar com alguns contos. Como em “Orace”, a estória de um rapaz talvez perdido demais em sua própria indiferença para com os outros. Ou em “Os Últimos”, a estória de um menino que tem pôr único vício a vontade; - “Há uma febre em todo mundo – uma esperança de se transformar em outra coisa. De viver uma outra vida e nascer de novo. O suplício da fé é bem maior que isso – o suplício maior é quando condenas e não libertas. a falta que o cigarro faz aos homens não faz a mim porque ainda sou muito jovem. Não conheço outro vício que não seja apenas vontade.” – Descria Cardoso no conto. É Difícil não se ver em algo disso, é difícil nos dias de hoje não me ver no conto “Desmaios”, a estória de um menino que tem a alma invertida, como se fosse uma queimadura ao contrario. E outros contos já parecem roteiros de filme para um David Lynch rodar, como em “Inesperando”.

O livro de Jorge Cardoso foi lançado pela Editora Baleia de graça na internet. Para baixar – o que eu indico muito – e conferir tudo na integra, é só vir aqui.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

LOUDQUIETLOUD - A FILM ABOUT THE PIXIES.


Existem aquelas bandas que você escuta uma vez e sabe que elas vão ficar para sempre em sua vida. E que cada vez que você escutar, sentirá o mesmo tesão da primeira audição. É verdade. E Pixies é assim comigo. Ainda lembro do som barulhento saindo do quarto trancado de meu irmão, e eu pensando, meu Deus, o que é aquilo! Aquilo era perfeição, é perfeição. Era “Surfer Rosa”, o primeiro disco dos Pixies sendo tocado em alto e bom som no quarto do meu irmão via uma fita cassete. Você lembra das fitas cassetes? Então, depois essa fita foi entregue às minhas mãos, e então uma das melhores bandas do mundo se apresentou para mim, estava sendo apresentada para mim.
Durante o tempo em que ficaram juntos, o Pixies não teve uma grande popularidade, mas o som que deixaram se tornou uma incrível  influência para milhares de músicos que viriam a surgir, e milhares de garotos que viriam a descobrir o Rock.
E foi nessa semana passada, por via link de Paola Rocks que encontrei o documentário LoudQuietLoud, produzido na volta que a banda fez aos palcos depois de terem se separado, deixando um buraco nunca preenchido no mundo da música.
LoudQuietLoud mostra a turnê que a banda fez, o processo de ensaios, e mostra quatro pessoas tão diferentes juntas ( a sorridente Kim, o desconfiado Joey, o sempre sério Frank e o animado Dave) depois de tanto tempo fazendo aquilo que nasceram para fazer; o bom e velho Rock and Roll. Dentro disso os diretores do filme vão tentando silenciosamente traçar um perfil dos integrantes da banda enquanto estão juntos, e como foi quando estavam separados, e entre isso, os Pixies nos palcos tocando as perfeitas canções que produziram.
Para um fã da banda como eu, ver os caras em ação mesmo que na tela do computador é um prazer, e poder ouvi-los falando de como foi à separação, suas vidas depois disso e o entusiasmo para voltar aos palcos é algo maravilhoso. Posto então aqui para vocês o documentário encontrado no youtube completo. O único problema é que não tem legendas, mas mesmo assim se você só arranha um inglês como eu, vale a pena conferir.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MAIS UMA QUEDA DE UM GRANDE IDIOTA.




O grande Lobão é show mais que esperado nessa cidade Fortaleza, muito mais agora em que está com um show “tratorizante”, pesado de guitarras rock. E ele o está fazendo hoje aqui na cidade, e eu não pude ir porque não fui um bom menino nesta vida, e não fiz minhas lições direitinho como todo bom garoto deve fazer. Azar. Azar o meu. Perder esse que sem dúvida alguma é um dos melhores letrista do Rock brasileiro, e o melhor, da geração 80 que ainda continua produzindo até hoje. "A Queda" é mais que exemplo disso, é fato, uma das melhores do lobo. Vai ela para dar um certo ânimo à esse fim de sexta e para o fim de semana que será uma grande merda. Azar. Azar o meu.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

UM BOM INVERNO PARA VOCÊ.



Bon Iver (junção de duas palavras francesas bon e hiver, que significam bom inverno) é uma banda de folk formada em Winsconsin. Lançaram pela Virgin Records em 2008 o maravilhoso e intrigante álbum “For Emma, Forever Ago”, um dos discos mais bonitos que ouvi nestes últimos tempos.

Conta-se que o disco surgiu de um processo de isolamento que o vocalista Justin Vernon passou em uma cabana em algum lugar remoto do Winsconsin. Trancado, Justin compôs e produziu sozinho todas as músicas do disco.

De uma forma emocionada, Vernon canta ao som de poucos instrumentos músicas belas e sensíveis. Uma das mais belas é definitivamente a que dá título à obra, onde o vocalista canta uma intrigante e misteriosa letra em uma música extremamente bem composta, onde a melodia dos instrumentos flutua por seu recinto enquanto você ouve.

Calmo e bonito, “For Emma...” é um daqueles discos que você vai degustando aos poucos, descobrindo aos poucos, e logo se torna uma paixão para ouvir em qualquer momento do dia.



Para fazer download de For Emma... Aqui.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ENIGMA.

Vic Sage é um homem que caminha em dois mundos; o mundo que bem conhecemos, e o mundo espiritual. Isso lhe proporciona enxergar coisas que os outros não conseguem com tanta facilidade. Vestindo sua mascara, Vic se transforma no “Questão”, um homem sem rosto, um enigma à ser desvendado, um anônimo, um homem invisível, assim, podendo observar as mazelas de uma cidade completamente entregue e destruída pela corrupção. E tendo sido chamado por essa cidade, recebendo o chamado de uma cidade prestes a ser derrotada por um grupo chamado “Os Subterrâneos”, que tem como trabalho a distribuição de drogas perigosas e fortes, o controle de prostitutas e a venda ilegal de órgãos humanos, Vic Sage, um repórter durante o dia, o Questão quando se mascara, trabalha para tentar livrar a cidade de Metrópolis de sua falência.
Personagem que há tempos atrás foi muito bem escrito por Dennis O` Neil, foi trazido a uma volta pela dupla Rick Veith e Tommy Lee Edwards. Dessa vez fazendo uma viajem a cidade de Metrópolis que tem como guardião o super cara Super Man. Lá, o misterioso repórter Vic Sage tenta a todos os custos usando os punhos do Questão livrar a cidade dos males que vivem em seus subterrâneos diários. Veith conta essa estória em vezes de uma prosa quase poética com as cores e os desenhos de Edwards que às vezes parecem colagens muito bem feitas.
As scans que foram trazidas pelo grupo The Centurions, e parece inicialmente postadas nos blogs Quadrinhos Inglórios e Gibiscuits, agora também pode ser encontradas no "Espaço Vertigem" em seis edições intitulada “O Demônio Está nos Detalhes”.
Para baixar as seis edições de o Questão, clica aqui e aqui.

domingo, 9 de outubro de 2011

THE ROCK HORROR ZOMBIE.



Saca aqueles discos que não importa quanto o tempo passe, você sempre os escuta como se fosse uma primeira vez, e se impressiona com os acordes e as sonoridades, e fica perplexo por aquele refrão marcante?

É claro que você sabe disso, é claro que existe um disco assim para você. Comigo, existem vários, e "Famous Monsters" dos Misfits é um deles. Lançado em 1999, escuto Famous Monsters e os Misfits dês dessa época, sempre com espaços entre cada audição que quando começam tornam-se repetitivas, e sempre sabendo que este é o disco que sempre vai estar lá quando eu precisar escutar um bom punk rock.

The Misfits foram praticamente os criadores do Horror Punk. E com músicas pesadas e rápidas com letras sempre fazendo referências diretas a filmes de terror b, influenciaram muitas bandas tanto de punk quanto de metal. O próprio Metallica foi uma dessas bandas.

Tiveram diversas formações e parece que o mais recente trabalho foi lançado em 2003. Já faz um tempo, e tenho que confessar que ainda não ouvi. Mas Famous Monsters é um desses discos que sei que sempre vou ouvir, mesmo quando estiver velho, sei que ainda vou bater cabeça e cantar músicas como “The Forbidden Zone”, “Lost in Space”, “Dust to Dust”, “Saturday Night” ou “Scream!” E no dia em que eu tiver velho demais para ouvir isso, quando já não sentir mais vontade de escutar músicas assim, saberei que realmente algo está errado, muito errado, diferente do normal.


Para fazer download de Famous Monsters dos Misfits, aqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

SABES OS ADULTOS? AQUELES QUE NUNCA SEREMOS.

Balelas


Caminha ao meu lado. Não te afastes. Cuidado meu menino. As ruas estão armadilhadas. Procura, meu pequeno. Não enfiar um pé. Sobre a linha sombria. Entre as pedras da rua. Senão é o inferno. Não tenhas dúvidas. Agora e para sempre. Não se trata de histórias. Não são balelas. Cuidado com o abismo. Junto ao esgoto. Só as crianças. Sabem evitar. Estas malditas fendas. Que nos fazem tropeçar.

 

Sabes que os adultos. Aqueles que nunca seremos. Seguem os seus sapatos. Sem mais nada olharem. Sem hesitarem um pouco. E assim nos calcarem. Só porque nos amamos. E não vivemos como eles. Cuidado com os grandes. E o seu calçado.

Não abras a porta. Está lá o lobo. Não o faças sair. Do fundo da toca. Não vá ele comer-nos. Ao ver as nossas caras. Nós que nele acreditamos. Só as crianças sabem amar. Os lobos pretos ou brancos. Que nos fazem tremer. Sabes que os sábios. Aqueles que nunca seremos. Desprezam por norma. Os cães sem coleira. Preferindo até as ovelhas. Que cegas seguem o rebanho. As ovelhas que se ajoelham. Para melhor comerem.


M.

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Depois de passar acho que mais de um mês sem postar em seu blog, uma das melhores vizinhas que você pode ter (embora todos os vizinhos sejam extremamente irritantes), a misteriosa M voltou com força total a postar em seu O Meu Vizinho É Pior Que o Teu. E com este texto certeiro e outros que tem postado recentemente, dá para realmente ver que a moça voltou, como dizemos aqui na terrinha, de com força. É continuar de olho em suas produções.


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PURA EXPLOSÃO.


Eram os anos 70, e Joan Jett perambulava pelos bairros Rocks da cidade onde morava tentando encontrar alguma diversão. Aprendia a tocar guitarra elétrica em um mundo na época em que muitos acreditavam que garotas foram feitas para tocar desplugado. Joan ia contra isso, queria tocar guitarra elétrica, fazer distorção, criar barulho neste velho e sempre bom Rock and Roll. E quando conheceu o produtor musical Kim Flowley e foi apresentada para Sandy West que colocou para frente sua vontade de montar uma banda só com garotas. Em 1976 com Cherry Curry nos vocais, Joan e Lita Ford nas guitarras, Sandy na bateria, e Jackie Fox substituindo Micki Steele - a primeira baixista da banda, formou-se The Runaways. No som, guitarras barulhentas Hard com bons solos, e a barulheira do Rock. As letras não vinham sobre emancipação feminina, feminismo ou algo do tipo, e sim sexo, libido, e a vontade de estar onde os garotos estavam, lutar onde os garotos lutavam. A primeira bolacha foi lançada em 1976, e de sua forma riscou sua marca no Rock fazendo barulho, pregando libido e diversão.

Aqui, as garota em ação em uma apresentação em no Japão em 1977. "Cherry Bomb" já tinha virado hit fácil de cantar. Elas eram explosão.



Para fazer downoad do disco The Runaways de 1976, o primeirão, aqui ó.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O SUPER BANANA.


A banda Superguidis foi formada em Guaíba em 2002. As influências foram de Pavement, Guided by Voices, Weezer, Nirvana e Sonic Youth. Com letras bem sacadas, perto de serem engraçadas sem tornarem-se engraçadinhas, fizeram a banda estar dentro até este ano, dos bons nomes do Rock alternativo brasileiro. Infelizmente em Julho deste ano anunciaram o fim. Coisa que sempre faz refletir sobre as boas bandas e cantores que vivem no meio independente, e como este meio ainda continua precária para quem trabalha e vive dele.
O Banana” é música mais que legal e certeira que saiu do primeiro disco da banda, e escutá-la sempre faz me lembrar de uma garota loira que sempre dizia que não.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

WADO EM SHOW NO FORTE.

O cantor Alagoano Wado, apresentou-se a pouco mais de uma hora no Dragão do Mar participando do quinto festival da música independente realizado pelo Centro Cultural BNB. Wado que é um dos bons nomes da música brasileira atual, é dono de 5 bons discos onde sempre mandou ótimas composições, sempre reflexivas sobre o lado social quanto o sentimental nosso de cada dia.

Preparando-se para lançar “Samba 808”, seu sexto disco. No show de hoje, Wado com seu jeito meio tímido e sorridente de se apresentar no palco, tateou entre “A Farsa do Samba Nublado”, “Terceiro Mundo Festivo” e “Atlântico Negro”, seus 3 ótimos trabalhos mais recentes. E entre canções calmas e bonitas como “Pavão Macaco”, “Fortalece Aí”, “Melhor”, Wado colocou o povo para gastar sandália com seus sambas mais gingados e funks pra dançar com boas letras para cantar.


Quem ainda não conhece o som do cara e quer ouvir, é só chegar no site do cantor onde está disponibilizado de grátis todos os discos para download. Mando aqui “Pavão Macaco”, uma das melhores músicas do maravilhoso “Atlântico Negro”.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O CÉU OCEANO.


Burton Pritzker, sem data




Uma nuvem feito pedra
Flutua no oceano calmaria
Enquanto ondas de vento
Quebram nos rochedos de minha alma.

Meu peito é cais aberto
Esperando a chegada de um amor tranqüilo
Que vaga perdido
Sem meu endereço, nem meu destino.

O céu oceano é o que ainda me mantém em terra
Aprisionado por uma promessa
De que se eu ficar parado
O mundo irá girar
E trazer para mim uma promessa antiga.

27/09/05 – 03:10





Ralph Steiner - at the beach - 1921

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Circulando.





"Capital Circulante" é um curta de Ricardo Meheff. Foi lançado em 2004 e ganhou prémios por festivais que passou, melhor direção, música, fotografia. De uma forma irônica e humorada Meheff conta um pouco sobre a sobrevivencia no mundo cão do roubo e das vendas de carros.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

RES DUBIA, REINALDO!

A lua flutua entre as quatro paredes de meu quarto

Os prédios crescem muros aqui dentro

Crescem alto e eu penso grande.


Jesus cristo me olha e me aponta dois dedos (como se fosse arma)

Eu crio monólogo e digo o que penso

Sinto e sobre todas as perguntas não respondidas,

Ele me observa sem responder

Mas repentinamente diz que tenho que enxergar.


De minha janela vejo que o mar esta fechado para reformas,

Me pergunto que grandes mudanças farão (faremos).

Carros passam rápido

E o verde desliza pela paisagem.


Sinto que um outro mundo está mais próximo de mim agora

Mas revoluções dissolvem-se em meus dedos

Como se fosse água.


Meus amigos estão cada vez mais distantes e sérios

Todos com empregos fixos nos bolsos.

Eu continuo sentado fazendo versos

E me perguntando se isso poderia ser considerado poesia.


22/08 /05 – 04:30

sábado, 20 de agosto de 2011

ÉRIKA, VIOLÃO, GUITARRA, SEREIAS VERDES.

Na terceira visita à Fortaleza, segunda vez que toca no CCBN, a cantora Érika Machado fez ontem um show banco violão guitarra, tocando músicas focadas em seu primeiro lançamento “No Cimento” disco de 2006, e mandou algumas também de “Bem Me Quer, Mal Me Quer” disco lançado em 2009.


Em show calmo, leve, bonito, terno, Érika se apresentou com a simpatia de sempre e aquela ponta de timidez que me faz achar bonito uma cantora que se apresenta meio tímida em um palco, e que ao fechar os olhos canta com emoção, mostrando sentimento verdadeiro pela música.

Com suas sereias verdes e músicas sempre bonitas, Érika trouxe beleza ao fim de tarde começo de noite do Forte Fortaleza.

Para quem ainda não ouviu o som de Érika Machado, vá lá ao site da moça que tem link para download do disco que é altamente recomendado.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

UM CAFÉ POR AÍ.



"Café Paris" é um curta metragem de 2004 escrito e dirigido por Adalgisa Luz, contando a história de Magnólia, uma garota meio perdida que trabalha em um escritório e pretende escrever um livro, mas enquanto adia sua vida sempre para um futuro, perambula por cafés da cidade pensando em como encontrar seu próprio caminho. O curta de 9 minutos tem aquela sensação de pop art misturando fotografia com desenho em uma colagem muito boa, que lembra um rodoscópia digital. Depois de passar e ser recusado em festivais, "Café Paris" foi postado no Youtube. Aqui tem uma entrevista onde a diretora do filme comenta sobre a produção e suas influências.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

QUANDO CAIR O VÉU NOTURNO.

Insones

Quando cair o véu noturno
Quero que me coma.
O teu pau em minha entranha.
A tua língua que me arranha
o céu da boca
e o juízo.

Um desejo vil
de deitar na tua cama
amassada e suja
de espasmos
e espermas
abrindo poros e pernas
até deixar o corpo rubro.

Quero deixar suor e pêlos
impressos no teu lençol
que irá ao chão com desespero
assim como nossas roupas
que não servem pra nada.

___________

Patrícia Lopes voltou a seu Quarto Vermelho.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

ESTE MÊS ENCARNAREI EM TEU CADÁVER LÁ NA VILA.

Neste mês de agosto a Vila das Artes dá continuidade à Mostra "Desvios e Descobertas" com 3 filmes sempre exibidos quarta-feira às 17:30. Programação ó:

AGOSTO

Dia 3/8 - Serras da Desordem, de Andrea Tonacci (2006)

Dia 10/8 - Pan-cinema Permanente,de Carlos Nader (2008)

Dia 17/8 – Pacific, de Marcelo Pedroso (2009)

E nas quintas às 18:30 serão exibidos pelo grupo de estudo 24 Quadros a MostraO Estranho Mundo de Zé do Caixão” com 5 filmes de José Mojica Marins, este mestre do cinema de terror trash brasileiro. Ó os filmes que irão passar:

Dia 04 – “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964)
Dia 11 – “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver” (1966)
Dia 18 - “Encarnação do Demônio” (2008)
Dia 25 - “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” (1968)
Dia 26 - “Ritual dos Sádicos
” (1970)

Lá na Vila.