quarta-feira, 28 de abril de 2010

DOO WOOP - A VOLTA DE QUEM NUNCA DEVERIA TER IDO.

Ela diz que vai embora, não se despede e bate a porta. Eu estou distante, quase não consigo ouvir. Só depois que vejo o que não existe mais.

Ela diz que vai embora e que nunca vai voltar. Mas depois volta, em silêncio, mais volta. E eu nem penso em como seria se ela não voltasse mais.

Minha companheira e.m. voltou ao mundo blogger. Depois de dar fim a seu Lado-e, volta com o Doo Woop. E volta com uma das coisas que mais lhe agrada; a música.

Do Woop é o novo blog de música de minha companheira e. por lá ela silenciosamente está soltando como sempre bons sons. Que vão dos clássicos, dos indies mais novos, dos Folks songs, aos blues com guitarras falantes ou vozes potentes.

Eu bem que estou devendo uns textos para ela. Mas essa dívida pagarei já, já.

Doo Woop, dica aí para quem gosta de música boa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

SOBRE CARTAS E PESSOAS.

Existe sempre alguma palavra dentro de nós, presa, escondida, nunca revelada. Existe sempre alguma coisa a ser dita sobre algo vivido, ou algo que se deixou de viver. Experiências, vida que segue sem pedir licença, o tempo que passa e as pessoas que se conhece e depois nunca mais encontramos no resto da vida. Um amor de uma noite, um amor de carnaval, um amor para sempre e depois o sempre como algo sempre a ser procurado, e nunca encontrado. O melhor amigo que você tinha quando era criança, o que era para ser para sempre e nunca mais foi encontrado. Existe sempre algo a ser dito, existe sempre algo para falar para alguém. Existe sempre tudo aquilo que eu queria te dizer, mas que nunca disse. A carta escrita e nunca enviada. A palavra nunca proferida. Tudo. Tudo que eu queria te dizer.
Tudo Que Eu Queria Te Dizer” é a adaptação para o teatro do texto com mesmo título da escritora Martha Medeiros, uma das boas vozes femininas da literatura contemporânea brasileira. Adaptação feita pelo grupo cearense Cia. Lai-tu. Adaptando o texto para o teatro o grupo trata da comunicação estabelecida entre as pessoas via cartas, o que você tem a falar. Essa comunicação entre missivistas que nos dias de hoje está cada vez mais distante e que para alguns parece tão irreal esperar uma carta, escrever uma carta. Por que escrever uma carta para alguém se você pode deixar tudo dito via recado de Orkut, Via e-mail?
A peça dirigida por Silvero Pereira, traz as atrizes Alexandra Marinho e Andréa Piol dialogando com os músicos Ayrton Bob Pessoa, Glauco Leandro e o público. Sobre os sentimentos guardados, tudo aquilo que por vezes se passa dentro, mas que por muitas vezes não é externado. Preconceitos, vazios, solidão, medo, força, arrependimento... Uma carta escrita para um amigo que já morreu. A carta que a mãe viva deixa explicando para os filhos como ela quer que seja depois que não estiver mais no mundo físico.
Uma bela peça bem encenada que me fez lembrar de muita coisa, de um tempo chamado antes, das várias cartas escritas e recebidas, da expectativa que já quase não existe mais em ir à caixa do correio e encontrar alguma carta, algum pedaço de alguém, algum pedaço de um coração deixado dentro de uma caixa de correio. Alguma coisa que não seja à conta do telefone, de luz, de água, do cartão... Alguma coisa mais humana, alguma coisa que possa salvar para algum tipo de humanidade. Uma peça que me fez lembrar de muitas pessoas, e como era bom conhecer pessoas por pedaços de papel.
"Tudo que eu queria te dizer", vale muito ser visto, tanto pelo texto, direção, atuações e música, quanto ao que a companhia está tentando fazer em criar um diálogo mais extenso e próximo com o público. É interessante a forma em que estão abertos a receber inclusive o público como co-produtores das peças.
Para mais informações quem quiser pode entrar em contato no endereço que a companhia tem, enviando cartas que podem inclusive serem lidas nas próximas apresentações. Caixa Postal 2633 – Cep 60165-970 – Fortaleza – Ceará. Ou cialaitu@gmail.com
Escreva, existe sempre alguma palavra dentro de nós, presa, escondida, nunca revelada. Existe sempre alguma coisa a ser dita sobre algo vivido, ou algo que se deixou de viver. Experiências, vida que segue sem pedir licença, o tempo que passa e as pessoas que se conhece e depois nunca mais encontramos no resto da vida. Um amor de uma noite, um amor de carnaval, um amor para sempre e depois o sempre como algo sempre a ser procurado, e nunca encontrado. O melhor amigo que você tinha quando era criança, o que era para ser para sempre e nunca mais foi encontrado. Existe sempre algo a ser dito, existe sempre algo para falar para alguém. Existe sempre tudo aquilo que eu queria te dizer, mas que nunca disse. A carta escrita e nunca enviada. A palavra nunca proferida. Tudo. Tudo que eu queria te dizer.
Tudo que eu queria te dizer
Cia. Lai-tu de Teatro
Elenco: Alexandra Marinho e Andréa Piol
Direção: Silvero Pereira
Direção Musical: Ayrton Bob Pessoa.
Música Original: Ayrton Bob Pessoa e Alan Mendonça.
Músicos. Ayrton Bob Pessoa e Glauco Leandro.
Figurino: Jô de Paula.
Cenário: Celina Hissa.
Iluminação: Walter Façanha.
Design Gráfico: Camila Campos.
Fotografia: Carol Veras.
Operadora de Luz: Luiza EmrichProdução: José de Ipanema.
________
Texto que escrevi quando vi pela primeira vez a peça, e que agora copiei de meu outro blog Mundos Invisíveis depois de sexta-feira ter visto outra vez “Tudo Que Eu Queria Te Dizer”, que neste mês de abril está em cartaz no Centro Cultural BNB e também no Centro Cultural Dragão do Mar.
No BNB será apresentada nas próximas duas sextas-feiras deste mês em 3 horários, às 12h, 15h30 e 18h30. Lembrando que de grátis.

Já no teatro do Dragão do Mar está em cartaz nas terças-feiras do mês, com ingresso por 2 reais a inteira. E é claro que vale à pena ver, ou rever.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Ilha do Medo.


Um policial que ao ser mandado para investigar um estranho desaparecimento de uma paciente de um manicômio de segurança máxima situado em uma ilha no meio do nada, totalmente afastada da cidade, começa a lutar com fantasmas e traumas de seu passado.
Ilha do Medo”, novo filme de Martin Scorsese realmente cheira a medo, mas mesmo assim tudo acaba se tornando mediano quando assistido. Talvez o que existe de melhor no filme nem seja o final, mas sim o clima de filme antigo do velho Hitchcock que permeia a película do começo ao fim.