quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

LEITURAS EM 2010.

Era o final de 2003 e eu tinha um grande amigo, daqueles grandes amigos que se encontra nesse mundo para conversar sobre tudo e dividir experiências disso que chamamos de vida, daqueles amigos que estarão sempre conosco sempre, para a vida toda, e que depois de um tempo perdemos contato e a amizade acaba. Nós conversávamos sobre a vida e os gostos que tínhamos em comum em relação à arte e coisas do tipo, então ele sacou a idéia; "Carlos, vamos criar uma listas ano que vem dos livros lidos, dos discos escutados, dos filmes vistos, para no final agente fazer uma comparação e ver o que vimos em comum, o que não, o quanto evoluímos ou não deste ano pra lá, essas coisas". Era conversa de garoto, e eu sou virginiano, e dizem que virginianos tem manias por listas e coisas assim. Não sei se é verdade, mas dês de criança tenho mania de criar listas. Então dês de 2004 venho anotando os livros que leio durante o ano. Gosto quando o tempo passa conferir o que li no ano que passou, mania. Então dês do ano passado resolvi postar isso em meu antigo blog.

Passei a régua na lista de livros lidos este ano, e posto aqui para quem sabe trocar uma idéia com quem lê este blog, saber se alguém leu o mesmo, ou não, ou não faz diferença alguma, de fato, é só uma lista, é só uma mania, mas gosto de trocar idéias. Claro, sempre digo, que o importante não são quantos livros você lê em um mês, ano ou vida, e sim quais livros você leu e realmente criaram uma mudança dentro de você. Segue a lista de livros lidos em 2010, entre romances, contos, poesia, grafhic novel...

Romance

A História de Fernão Capelo Gaivota - Richard Bach

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

O Tacão de Ferro - Jack London

Asfalto Selvagem - Engraçadinha Seus Amores e Seus Pecados - Nelson Rodrigues

A Mulher que Escreveu a Bíblia – Moacyr Scliar

Os Mímicos – V. S. Naipaul

Uma Curva no Rio – V. S. Naipaul

Meia Vida - V. S. Naipaul

Uma Casa Para o Sr. Biswas - V. S. Naipaul

O Primeiro Terço – Neal Cassady

Meninos de Kichute – Márcio Américo

Contos

Fábulas – Esopo

Continhos Galantes - Dalton Trevisan

Os Melhores Contos - Wander Piroli – seleção de Valdomiro Santana

A Lua de Ur Num Prato de Terra - Alan Santiago

Gargantas Abertas – Marina Colasanti

Os Infernos Possíveis – Ronaldo Bressane

Peão envenenado e Outras Provocações – Gregório Bacic

O Pagamento – Philip K. Dick

Este Lado da Vida – Hermann Hesse

Contos Fluminenses – Machado de Assis

Medo de Tiro e Outras Histórias – Dashiell Hammett

A Carta Roubada e Outras Histórias de Crime e Mistério – Edgar Allan Poe

A Palavra Nunca – Eric Nepomuceno

Novela

Os Mortos Não Dançam Valsa - Roberto Drummond

Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos - Ana Paula Maia

Constelação de Ossos – Bárbara Lia

Poesia

O Menino e o Travesseiro - Horácio Costa
Poética na Política - Glauco Mattoso
Tudos - Arnaldo Antunes

Nome - Arnaldo Antunes

As Coisas - Arnaldo Antunes
Libertinagem-Estrela da Manhã - Manuel Bandeira
Um Terno de Pássaros ao Sul - Fabrício Carpinejar
Terceira sede - Fabrício Carpinejar

Biografia de uma Árvore – Fabrício Carpinejar
Ciclones - Roberto Piva
Na Corda Bamba – Cacaso

Íris Digital – Paula Valéria Andrade

A Paixão Medida – Carlos Drummond de Andrade

Museu de Tudo – João Cabral de Melo Neto

Conversa Firme – Chico Xavier

Momentos de Encontros – Francisco Xavier

Uivo e Outros Poemas – Allen Ginsberg

Um Parque de Diversões na Cabeça – Lawrence Ferlinghetti

A – Uirá dos Reis

Fodaleza.com – Claúdio Portella

Poema Coral das Abelhas – Jorge Tufic

Canção de Exílio Aqui – Moacy Félix

A Teus Pés – Ana Cristina Cesar

Poemas Completos – Alberto Caeiro

A Última Chuva – Bárbara Lia

Grafhic Novel

Aline e Seus Dois Namorados - Adão Iturrusgarai

Um Contrato com Deus - Will Eisner

Sin City A Cidade do Pecado – Frank Miller

A caixa de Areia ou Eu Era Dois em Meu Quintal – Lorenço Mutarelli

Filosofia

Aprendendo a Viver – Sêneca

A arte de Amar – Eric Fromm

A desobediência Civil – Henry David Thoreau



Literatura infantil

O Fantástico Mistério da Feiurinha
Zoom - Istuan Banyai

Judy Moody – A Volta ao Mundo em 8 ½ dias – Megan Mcdonald com ilustrações de Peter H Reynolds

O Catador de Pensamentos – Monika Feth com ilustrações de Antoni Boratynski

Bruxaria

Bruxaria Teoria e Prática – Ly de Angeles

Música

Mate-me Por Favor – Legs Mcneil e Gillian Mccain

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

OS MELHORES DO ANO, OU NEM TANTO, MAS VÁ LÁ.

2010 foi mais um ano, e chegamos à seu fim. Lembro de ter escrito um post aqui no começo do ano falando que logo os dias seriam todos páginas retiradas de um calendário na parede. Ou escrevi isso aqui ou em meu diário pessoal. De toda forma... Quando chega essa época chegam também nos jornais e revistas e sites e blogs as listas dos melhores do ano no cinema, os melhores discos lançados, as melhores músicas. Até pensei em criar minha lista dos melhores filmes, mas lembrei que esse ano mais que nunca me entreguei aos pipocões, então decidi fazer um lista lembrança pra mim mesmo de uma forma bem pessoal, e é claro, dividindo com quem lê esse blog, para saber se alguém viu as mesmas coisas, concorda, discorda, num tá nem aí... Em fim, podem não ser os melhores do ano, mas o ano em si não foi um dos melhores mesmo. Então vá lá:

Cinema

Melhor filme

A Estrada

Adaptação do livro de Cormac McCarthy, nenhum filme me emocionou tanto neste 2010 quanto A Estrada. Gosto de filmes simples que conseguem transmitir uma emoção verdadeira, e A Estrada me fez sentir isso.

Melhor filme no cinema

Onde vivem os monstros

Pela trilha sonora, por terem feito aqueles bichos gigantes e conseguir emocionar com uma estória simples.

Melhor filme de estrada

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo.

Por Karin Aïnouz ainda continuar fazendo o melhor cinema Brasileiro, experimentando sem medo.

Melhor filme barulhento

O Homem de Ferro 2

Nem sou fã das HQS, mas o filme ficou bem rock com AC DC e aquele vilão feito por Mickey Rourke, meu vilão predileto deste ano.

Melhor ficção científica

A origem

Por Christopher Nolan ter feito um filme longo, mas com fôlego e com efeitos especiais que não pareciam defeitos.

Pior filme de terror

Premonição 4

Por ser o mesmo do mesmo.

Melhor adaptação de HQ para Cinema

Kick Ass – Quebrando Tudo.

Por Matthew Vaughn ter feito uma adaptação engraçada, com ação e não se distanciando tanto das HQS, mantendo fidelidade ao que Mark Millar escreveu.

Shows

Acústico pra dançar

Autoramas

Por terem feito um acústico fodasticamente bom, com gás de show pra dançar. E por serem sempre os Autoramas.

Banquinho e violão

Erika machado

Por dês do ano passado ser extremamente esperada, e vir com mais 2 músicos e fazer um show calmo e bem bonito.

Wado

Por voltar à Fortaleza depois de tempo e fazer show banquinho e violão com um guitarrista bom e emocionar com a calma das novas músicas.

Markus Ribas e trio

Por ter visto pela primeira vez, e por toda aquela malandragê no palco.

Teatro

Incelência

Pela simplicidade de contar melancolicamente uma vida comum.

Engenharia erótica

Por serem tão provocadores.

Abajur lilás

Por também serem provocadores e fazer este negócio chamado de Teatro valer a pena em uma cidade como à nossa cheia de gente provinciana.

Literatura

Romance

V. S. Naipaul

Por ter feito “Uma Casa Para o Sr. Biswas”, e todos outros romances que só vim descobrir do ano passado pra cá.

Poesia

Fabrício Carpinejar e Bárbara Lia

Por serem uma das melhores descobertas da boa poesia desta literatura recente.

Literatura infantil

Istuan Banyai

Por ter feito "Zoom" que só descobri neste ano.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

AFINAL, O QUE QUEREM OS TELESPECTADORES?

Somente um Luis Fernando Carvalho para retirar a Rede Globo de televisão da sua quase sempre visível e viciante breguiçe novelística de sempre transformar qualquer coisa passada na TV no formato de novela, com seus diretores certinhos que nunca erram nos ibops da vida e até nos ingressos de cinema. Somente um diretor com peito, coragem e talento como Luis Fernando Carvalho para trazer qualidade aos seriados desta rede de televisão viciada no mesmo do mesmo. Somente um Luis Fernando Carvalho para preencher a televisão ousando câmeras e fotografia de cinema em um seriado de TV.

Terminou ontem “Afinal, O Que Querem As Mulheres?” Novo seriado dirigido por Luis Fernando, e nova obra sua, já que todos os títulos que produz para cinema ou TV já se enquadram em níveis autos de qualidade e produção.

Contando uma estória que nas mãos de qualquer outro diretor poderia ficar uma novelinha das seis, açucarada, melosa e previsível, Luis Fernando sempre inova com suas montagens com câmeras e imagens sobrepostas, fotografia espetacular, bem cuidar com trilha sonora e música, além de trabalhar tão bem atores já tão vistos em novelas fazendo os mesmos papéis que de repente acabam surgindo como novos atores, novos personagens fictícios, mais evoluídos. Como foi com Paola de Oliveira, da qual nunca fui muito fã além de sua beleza, mas depois de “Afinal o que Querem as Mulheres?”, não tinha como não me apaixonar por completo por seu personagem, Lívia, com suas danças, olhar matador e o amor que viveu com André (Michel Melamed).

Ótimo seriado, que já me deixa saudade grande, e espera por mais uma obra de Luis Fernando Carvalho. Enquanto isso não vem, está previsto para dia 18 de janeiro o lançamento de um Box com 6 livros, conteúdo complementar à série com o roteiro, ilustrações do Olaf Hajek, frames e fotos exclusivas. O box que será uma parceria entre a Globo Marcas, a editoraLeya e a editora Barba Negra. É esperar e ter dinheiro para comprar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

NADA PARA FAZER.

De manhã bem cedo, antes de dormir, às vezes eu não tenho o que fazer. Às vezes tiro umas fotos do dia nascendo. É meu horário predileto. Mentira, não tenho horário predileto, mas o prefiro do que a noite caindo. Quase nada a respeito. Só um pouco mais bonito.






Às vezes, quase sempre sempre pra caralho eu tenho muitas coisas pra fazer e não faço nada porque o que quero fazer é sempre outra coisa que a que estou fazendo, e sempre quero estar em um lugar no qual não estou, e quando estou nele quero voltar e deitar, e quando deito quero dormir, mas o sono não vem, ele simplesmente não vem. Estão eu só quero, como o Lobão diz, “dormir sem sonhar, apenas dormir sem sonhar”. Mas até de olhos fechados imagens surgem dentro da minha cabeça. Eu não faço nada com elas, eu às vezes só escrevo no diário dos sonhos. Não serve pra nada.

Diário 16/12/2010 02:42

domingo, 12 de dezembro de 2010

A MÚSICA QUE NINGUÉM NUNCA ESCUTOU.

Como fazer músicas engraçadas sem soarem engraçadinhas? Como fazer algo sério sem levar-se muito a sério? A Banda paulista Bazar Pamplona parece ter descoberto a receita para isso. Com músicas extremamente bem sacadas, com muito bom humor, os músicos fizeram um show também assim em Fortaleza, com bom humor, simpatia e Rock and Roll de boa qualidade.

Rodrigo Caldas (o baterista)

A banda Bazar Pamplona provavelmente foi formada no dia em que o primeiro bigode postiço nasceu, e foi banhada com uma chuva de Fanta (laranja) por comemoração dos deuses. Então estava feita, a banda que fez a música que ninguém nunca escutou, mas que conhece. Bom, o problema estava feito, então era o jeito sair pelo mundo tocando.

João Victor (guitarra solo) e Pinguín (teclados, guitarra, baixo e voz)

Em segunda passagem pela cidade de Fortaleza, a banda tocou para um público animado, com músicas já conhecidas como "A Música que Ninguém Nunca Escutou" e muitas outras, que fizeram o público dançar mesmo que sentados em suas cadeiras, levando até dançarinos inconseqüentes ao palco.


Na bagagem “À Espera das Nuvens Carregadas”, disco com 3 músicas e 15 faixas bônus deselegantes, sempre é claro, com letras bem compostas e bem humoradas, sem esquecer certa melancolia que é deixada em certos momentos de algumas músicas, como a extremamente bela “Era Dela”, “Agora Eu Sou Vilão”, “Piscadelas e Beliscões” e “Quem Poderá Me Salvar”. A banda que anunciou lançar novo disco ano que vem, tocou também uma boa porção de músicas ainda inéditas.

Rafael Campanena (baixo) e Estêvão Bertoni (Voz e guitarra)

Para fechar o show, não poderia deixar de tocar à já clássica “Recado para Karen Cunha”, fazendo todos cantarem (cartazes mostrando a letra de música como pode ser visto) e este que vos escreve e que tentava gravar, mas tremendo muito a câmera porque ria bastante.


Bazar Pamplona é boa pedida para quem gosta de boa música bem humorada. E pode ser ouvida tanto no site da banda ou então baixada no Trama Virtual, onde disponibilizam todas as músicas do disco e outras gravações ao vivo e acústicas e outros Eps.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

OS MUNDOS INVISÍVEIS DO CARLOS.

Eu quero aprender alguma coisa com a vida, mas parece que quanto mais o tempo passa, mas eu passo sem saber de nada. Simplesmente não consigo aprender. Saca aquele cara que está caminhando, mas não sabe bem para onde deve ir? Ou o que deveria fazer?

Bom, pra que criar mais um espaço se existem 3 ou 4 leitores em teu blog?

É só vontade. Só vontade, só isso. E então recriei o Mundos Invisíveis no Tumblr, e lá será livre, bem mais do que aqui, e bem mais sem pudores, e acho que estou procurando cada vez mais liberdade. Então lá será é o que eu quiser. E também uma forma de reblogar as fotos que vivo salvando no computador, essa minha mania de salvar qualquer foto interessante, bonitinha ou legal que vejo postada por aí, e então o computador vai ficando repleto de coisas que não servem para nada.


Então, se vierem, passem.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

CARTOON PARA UMA LÁGRIMA.

Uma mágoa que se guarda
é como vestir uma farda
de um exército vencido
além de ser caso perdido
não há gritos de batalha
mas dor a torto e a direito
a fazer alarde e ruído:

Cupins na trágica mortalha
e uma lágrima pendurada
na túnica que cobre o peito
como tua única medalha



Do Polaco da Barreirinha thadeu w.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ÂNGELA, A PENSADORA.

"Adorei o volume explodindo a sua calça. Imaginei-o todo dentro da minha boca."
"Bastou encontrar vc para eu ficar toda molhadinha."
Nesta noite quero que vc goze na minha boca."
"Vim sem calcinha para vc me comer onde e como quiser."
"Sonho acordada com vc me comendo de todo jeito."

Algumas das frases da boa pensadora Ângela biscate Bismarchi em seu Twitter @angbismarchi (sim companheiros, também me rendi a mais este passatempo internético). As frases da mulher bacharel em Design de Modas e com faculdade de Enfermagem no currículo, mas que resolveu levar e seguir a vida com os desfiles carnavalescos, nus, cirurgias e afins, e ainda encontra tempo para dar conselhos sexólogos via rede social.

Em um de seus Twittes recentes da noite passada Ângela diz:

Sexo saudável é sexo sem pornografia. Que vc faz por amor e com a pessoa que vc ama. Aquele em que vale de tudo e ninguém tem nada com isso! Sexo saudável é sexo com sensualidade e erótísmo. Sexo prnográfico é sexo explícito e cheio de vícios e deturpações, taras e desequilíbrios. Sexo casual sem compromisso é o que mais existe. É quando um ou outro não tem compromissos de amor em seus corações.

Bem, com algumas verdades à parte, fica meio na contramão para um cara como eu que só sou chegado a sexo pornográfico repleto de vícios e deturpações, e agora depois de ler estes relatos pensativos de Ângela, fico me perguntando se essa então é a fonte de todos os meus desequilíbrios em minha vida.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

DAS COISAS BOAS.

Existem algumas coisas boas nesta vida para mim. Algumas pessoas (poucas), músicas, filmes e livros (muitos), chegar em casa e descobrir que existe uma carta esperando.

Mesmo com muitas preguiças nos dias atuais, ainda sou daqueles que gostam de fazer contatos via correio, escrever e receber cartas. A sensação de chegar em casa e descobrir que existe um envelope que alguém (e não de uma conta) te esperando, de alguém que doou algum tempo de sua vida para você, é algo é algo bom e raro nos dias de hoje. E tão bom quanto isso é chegar em casa e descobrir um envelope branco com 2 livros de poesia da escritora Bárbara Lia, como foi hoje.

Constelação de Ossos” é uma novela escrita em prosa poética que saiu em setembro deste ano e que teve um de seus lançamentos nesta sexta-feira passada. Como a geografia não me deixaria ir ao lançamento, o correio resolveu. E hoje "Constelação de Ossos" chegou aqui em casa, junto com “A Última Chuva”, livro de poesia de Bárbara.

Quem tiver interesse e for esperto para ter este livro com uma capa ótima em casa, escreva para Bárbara Lia em seu e-mail barbaralia@gmail.com . O livro custa 20 reais, e conversando você também recebe “A Última Chuva” de presente, assim como eu recebi.

Para quem quiser ler, Bárbara escreve sua poesia e prosa poética no blog Chá para as Borboletas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

PROCURANDO EMO!


(Sinceramente, você não sente falta daquele tempo em que tirávamos fotos uma vez só, e que era para registrar uma ocasião e não para somente postar no Orkut?)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O QUARTO VERMELHO DE PATRÍCIA.

A Rosa Vermelha

Pela manhã cálida

Espalha-se um brilho,

Diria um cheiro,

Algo presente

E que não se vê.


Dentre todas as cores

Uma rosa Vermelha.

Fazendo do multicor

O incolor

E do incolor

Uma aquarela.

E vejo o nefasto

Virando inefável,

E todas outras coisas

Que por hora estavam inertes,

Adormecidas,

Apodrecendo

(de tão maduro),

Se transformando com uma rapidez...


A rosa brotando de dentro pra fora

E agora presente em quase tudo que vejo.

Aquele vermelho

Que por vezes

Me deixava tão escarlate

Agora dança dentro de mim,


Esse mesmo vermelho

Que assustava a menina

E que um dia foi rosado,

Mostra-se sem nenhum ímpeto ou pudor

Á quem deixar-se vê-lo,

Aos corações que carregam uma flor.


Uma rosa brotou!

E digo-lhes,

Ela dá a tudo uma cor

E quando fenece

Deixa-nos

Somente

O incolor

A desgracença do preto e branco.


Patrícia Lopes
____________

Saindo do forno agora, recebendo o link agora da primeira postagem o Blog O Quarto Vermelho de Patrícia Lopes, onde já se vê que a garota colocará seu poemas, crônicas, contos, prosas poéticas e tudo o mais que a escrita pode transformar em poética, ainda com promessa que em breve terá ensaios eróticos - (pra quem realmente gosta/compreende literatura erótica)- como ela mesmo disse.

Então é ficar de olho no Quarto Vermelho de Patrícia Lopes.


Patrícia Lopes em suas noites de boemia.

domingo, 14 de novembro de 2010

SOBRE IDÉIAS E ZINES.

Produzi fanzines durante uns 3 anos de minha vida. Tempo bom. Onde era possível brincar de ser editor, escritor, artista plástico. Fazendo experiências com papéis e poemas mal escritos. Durante 3 anos fui editor do “Prosa Prozac”, zine de poesia onde fazia umas experiências tanto na confecção, já que nunca fiz oficina sobre o assunto, então fazer cada zine, fazer cada página era um tipo de descoberta. Também existiam as experiências com os poemas, escritos muito às vezes somente para o zine, e sem ele, nunca chegariam a funcionar. Foram uns 3 anos como disse, um tempo bom onde tive a oportunidade de conhecer gente que fazia zines quanto gente que não. Os Zine-ses, evento que aconteciam sempre em um canto diferente da cidade e onde podíamos vender, comprar, trocar, repartir, dar aquilo que produzíamos, funcionava muito bem. Era um tempo também onde as pessoas conversavam por cartas. Esperava-se uma carta de algum conhecido ou desconhecido que leu o que você escreveu, e vinham com impressões, conversas para dividir. Um tempo legal. Então foi meio que esfriando, esfriando e eu fui perdendo o tesão de produzir fanzines. Criei blogs e dês de então só tenho escrito em páginas suspensas na internet. Tentei algumas vezes voltar a produzir algo em papel, mas somente esporadicamente.

Então que há meses atrás a idéia me voltou. Voltar a produzir um zine em papel. Claro, literário, mas não mais com os poemas e textos que escrevo, e sim de quem leio. A idéia surgiu na cabeça e me aparece quase diariamente. Então talvez seja hora de voltar.

A sensação de produzir um zine em papel é muito boa, trabalhar com papel, caneta, cola, durex, tesoura, fazendo colagens e escrevendo, é algo que dá certo trabalho, mas que não deixa de ser prazeroso. Então estou com essa idéia já faz um tempo, e estou tentando colocar em pratica. Já convidei escritores conhecidos meus e outros que leio na internet e já recebia até material, exemplo da Anna K Lima com sua prosa poética muito bela.

Não sei ainda como será o zine, em formato. Sei que provavelmente será tosco, com colagens. Quero chegar ao ponto onde lembre realmente fanzine, aqueles antigos que víamos nos anos 90 e que não são mais produzidos nos dias de hoje. Zines sobre bandas com colagens toscas e bom conteúdo. Sei que provavelmente será assim, mas o formato ainda não tenho definido. Sei que já deveria estar pensando muito nisso, mas como as outras experiências que tive no assunto, os zines quase falavam por si só e meio que tomam conta da situação, ficando prontos somente quando tem que ficar, e da forma que tem que ficar. Gosto disso.

Ainda levará um tempo para que mude de pensamento invisível para algo palpável. Mas não existe presa. Não existe ninguém esperando. Assim como este blog, é algo que farei mais para mim do que para um outro. E é claro que quando tiver pronto posto algo para algum interessado.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ESPAÇO VERTIGEM.

Conferindo as sempre coisas boas que o fora da lei Bill Carson posta em seu blog Público e Privado, descobri que o cara também tem um blog de HQs. No Espaço Vertigem ele tem colocado para download links de HQs que não estão em circulação nas bancas, títulos que muito me agradam, como edições antigas de Hellblazer escritas por Jamie Delano, Hitman escrita por Garth Ennis e até mesmo edições de um outro fora da lei, o assassino Jonah Hex. E é claro que sou bem fã destes 3 títulos. Hellblazer com seu John Constantine é meu anti-herói predileto dos quadrinhos, sempre com seu lado caladão e irônico sacana sempre pronto para salvar outros de perigos quanto deixar qualquer um na mão para salvar o próprio rabo. E vendo as postagens antigas que Carson tem colocado em seu blog, me fizeram ir a meus arquivos no computador para reler estórias muito boas como as duas primeiras escritas por Delano, que são ótimas, lembrando filmes de terror antigo. Assim está sendo com Hitman, que conhecia pouco o personagem, mas agora estou tendo mais contado, e Jonah Hex, outro fora da lei que lia na antiga coleção que meu pai tinha aqui em casa. Então, para quem curte HQs como eu, e sempre está à procura de coisas novas e também estórias antigas, Espaço Vertigem pode ser boa pedida, e vale á pena ficar de olho que parece que outras boas coisas irão aparecer.